Salas de concerto, insegurança e corre-corre

Salas de concerto, insegurança e corre-corre

Alvaro Siviero

17 de abril de 2014 | 10h43

 

Já são diversas as mensagens que recebi, todas com o mesmo teor da abaixo. As duas principais salas de música da cidade – o que não exclui o fato para tantas outras – encontram-se cercadas de perigo, de violência, de insegurança. O que fazer? Qual sua sugestão? Aberto a ouvir todas as opiniões podemos, sim, nos unir em tentativa de encontrarmos uma solução. A cidade merece. E nós também.

“Prezado Álvaro,
Eu fui uma das que saiu correndo do recital, até perdi o segundo extra. Não pense que isso me agrada. Esse é um dos pontos que faz crescer em mim a necessidade de viajar e assistir óperas e concertos em outros países. Em NY, fico tranquilamente depois das récitas, vou até a fila dos autógrafos, converso com desconhecidos e sei que não terei problemas em pegar um táxi e voltar ao hotel. Quando fui a Viena, saía do concerto e entrava no metrô, com todos, sem sustos. E aqui, na cidade em que moro? Tenho que sair correndo após as apresentações, que frequento quase diariamente, para não ficar sozinha numa rua escura, mal cuidada, com uma população vítima das drogas e do descaso dos nossos governantes, até conseguir um táxi. Aqui, ficar para conversar e pedir autógrafos é um luxo de quem pode dirigir, porque quem depende de táxi tem que sair correndo e pegar os primeiros, infelizmente.”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.