Roberto Prosseda, Mendelssohn e Gounod: uma descoberta.

Alvaro Siviero

23 de dezembro de 2011 | 15h10

Gounod, compositor parisiense (1818-1893), muito jovem entrou para o Conservatório de Paris. Após viver na Itália, onde ficou fascinado pela música polifônica, antes de regressar à França, residiu em Viena. Conheceu duas mulheres que tiveram grande influência na sua vida: a cantora Pauline Viardot (muito amiga de Chopin), que o introduziu ao mundo da ópera, e Fanny Hensel, que apresentou a Gounod seu irmão, o célebre compositor alemão Felix Mendelssohn.

A relação entre Gounod e Mendelssohn ganhou outro paralelo sob a ótica do pianista italiano Roberto Prosseda (www.robertoprosseda.com).  Após dedicar diversos anos à pesquisa da obra do mestre alemão, em que Prosseda descobriu e gravou o Concerto n.3 para piano e orquestra de Mendelssohn pelo selo Decca, com a Orquestra Gewandhaus, além de diversas outras obras para piano solo do mestre alemão, recentemente executou outra obra, fruto de sua mais recente pesquisa: o concerto de Gounod para piano-pédalier e orquestra, escrito em 1889. Fruto da paixão pelo órgão que Gounod nutriu em sua vida (chegou a deter o cargo de organista na Igreja das Missões Estrangeiras em Paris, por mais de três anos), a obra se apresenta como um verdadeiro exercício de coordenação psico-motora para o intérprete. Vale a pena conferir!

 

 


 

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