OSB perde patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro

Alvaro Siviero

29 de abril de 2013 | 15h25

Pois é, a Prefeitura do Rio de Janeiro cancelou o repasse de R$ 8 milhões que faria à Fundação OSB, previsto para 2013. O valor, que representa 20% do orçamento das atividades, foi suspenso formalmente através de uma carta assinada pelo prefeito Eduardo Paes. Qual a justificativa? Poupar fundos para investimento na preparação da Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímícos (2016), que ocorrerão na cidade maravilhosa, e outros eventos de grande envergadura.

A notícia pegou de surpresa a todos, incluindo a superintendência da Fundação Orquestra Sinfônica. Segundo o superintendente Ricardo Levisky, a colocação é clara: “Estamos pleiteando encontro com o Prefeito que sempre foi muito parceiro da OSB. Toda grande cidade tem uma grande orquestra. O Rio precisa mostrar ao mundo sua beleza natural, seu carnaval e sua música, que é parte da identidade do Brasil”.

O motor econômico da Fundação OSB funciona na seguinte proporção: 20% patrocínio realizado pela Secretaria de Cultura Municipal, 70% de verba doada pela iniciativa privada (incluindo-se, aqui, as leis de incentivo) e 10% com verba de bilheteria e doações. A situação tem contornos de algo definitivo: a decisão veio formalmente, com carta assinada pelo próprio prefeito, onde sua assessoria afirma que o prefeito não pretende se pronunciar sobre o assunto. Resta, agora, a possibilidade de se estudar outras formas de ajuda pois, pelo que tudo indica, a torneira fechou mesmo: a Secretaria de Cultura não quis se pronunciar sobre o assunto, assim como ninguém do Gabinete da Prefeitura.

Após a crise que assolou a orquestra, em 2011, com a demissão e recontratação de 33 de seus músicos, a Fundação OSB tem mantido duas orquestras: a OSB e a OSB “Ópera&Repertório”, esta formada pelos dissidentes readmitidos, e que morde uma boa fatia desse orçamento. Duas orquestras independentes, e que quase não se falam. Um marido que sustenta duas famílias. Complicado.

Recentemente estive solando com a OSB. A atenção esmerada, o imenso profissionalismo e atenção que recebi, o zelo pela excelência constante nos detalhes, contudo, não conseguia encobrir um certo ressentimento ainda solto no ar, ressentimento esse exacerbado com a demissão recente de Fernando Bicudo, diretor artístico da OSB “Ópera e Repertório”. Sem dúvida, um  impasse.

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