Orquestra Sinfônica do Paraná estréia na Sala São Paulo

Alvaro Siviero

23 de novembro de 2011 | 21h05

Caros amigos, a Sala São Paulo está contada entre as maiores salas de concerto do mundo. Certamente, a melhor do Brasil. Mas não é artigo de luxo. Não foi concebida para ser somente uma caixinha de jóias para eventos internacionais ou apresentações de queridinhos: isso é perigoso. E seria um erro. O que é nacional também tem espaço lá dentro, muito espaço. No entanto, para surpresa de muitos, somente duas Orquestras Sinfônicas Estaduais se apresentaram nesta sala: a Sinfônica de São Paulo-OSESP e a Sinfônica de Sergipe-ORSSE, onde tive o prazer de ser o solista no concerto n.3 para piano e orquestra, de Rachmaninov.

Chegou agora um  momento muito importante da cultura musical nacional, eu diria histórico: a vinda da OSP a esta sala de concerto. E entrando pela porta da frente. Curitiba sempre foi, tradicionalmente, uma cidade cultural. E não pode perder essa vocação. Imbuídos deste fato, através do apoio incondicional do Grupo Paranaense de Comunicação-GRPCom, sem o qual nada disso seria possível, a Sala SP receberá, no próximo dia 27, às 17h, este grupo sinfônico. No programa, obras de Beethoven (Abertura Egmont e Sinfonia n.7) e Brahms (Concerto n.2 para piano e orquestra, no qual sou o solista convidado). Tudo sob regência do maestro Osvaldo Ferreira, maestro titular da orquestra.

No último dia 20 de novembro, em uma manhã ensolarada, e com um Guairão lotado (vide foto abaixo), ocorreu a première desta apresentação em terras paranaenses. Veja algumas fotos aqui ou reportagem televisiva aqui. Espero, vivamente, que esta tradição da vinda de grupos sinfônicos estaduais não se interrompa. Há tantas Sinfônicas Estaduais que merecem estar se apresentando nesta sala de concertos para mostrar o excelente trabalho que desenvolvem neste Brasil afora.

Os governos estaduais devem se convencer de que cultura não é despesa. É investimento. O Estado de São Paulo, hoje, goza de repercussão internacional, também pela orquestra que possui. Que o modelo e exemplo destas pioneiras empurre muitas outras orquestras a fazer o mesmo. Que outras empresas também se decidam a seguir o exemplo acima, através de investimentos culturais, exercendo seu papel na responsabilidade cultural que carregam consigo. São Paulo os receberá de portas abertas. A Sala São Paulo igualmente. E o grande público aplaude!

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