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Alvaro Siviero

09 Fevereiro 2013 | 15h56

Caros leitores, muitos de vocês – mas muitos mesmo! – me escreveram pedindo por notícias. E hoje se dá o meu retorno. Fiquei escondido. Isso mesmo: escondido. O ano de 2012 – com diversos concertos de grande exigência juntamente com o corre-corre de quem mora em São Paulo (uma neurose)  – explicam em parte o motivo de querer me esconder um pouco. Aproveitei meu esconderijo para me preparar para 2013: diversas obras de música de câmera, novos concertos para piano, entre outros. Não foi descanso, foi esconder-se para poder trabalhar: o piano, eu e mais algumas poucas pessoas. Um dos resultados deste período foi o Concerto n.5 “Imperador” de Beethoven que interpretarei em turnê na Europa. Embarco na próxima semana.

Aos curiosos: o título “Imperador” não é de autoria de Beethoven. No entanto, a tonalidade – mi bemol maior, a mesma de sua Sinfonia “Heróica” – e o estilo, unido ao ano em que foi composto (1809-1811), acabaram transformando esta obra quase em um reflexo do militarismo que invadia neste período toda Europa. A obra foi composta em Viena, mas sua estréia ocorreu em Leipzig. Curiosamente este é o único dos cinco concertos compostos por Beethoven onde a estréia não teve o próprio Beethoven como solista. Nesta obra, os conceitos de concerto e sinfonia quase se fundem. Vale a pena dar uma espiada no excelente registro abaixo, com Bernstein, Zimerman e a Filarmônica de Viena.

 

 

Vamos, em 2013, tentar também conversar um pouco sobre temas que estejam fora do eixo Rio-São Paulo, das figurinhas carimbadas – as de sempre – de artistas e salas de concerto. Tem muita coisa acontecendo neste Brasil e a justiça leva a jogar um pouco de luz em tudo e em todos.