Músicos da Sinfônica do Recife pedem saída do maestro

Alvaro Siviero

30 de maio de 2013 | 20h23

Pois é, parece brincadeira, mas não é.  Agora é a vez dos músicos da Sinfônica do Recife entrarem com um abaixo assinado pedindo a saída de seu maestro titular Osman Giuseppe Gioia dos cargos de diretor artístico e regente titular da OSR. O efeito dominó  – que tem se alastrado por diversas orquestras – parece não ter fim, o que muito preocupa. A profundidade e solidez de um alicerce é o determinante para a altura de um edifício. No Brasil, em diversos estratos, esses alicerces aparentam estar frouxos. Bastante frouxos.

Ontem, uma comissão de músicos da Orquestra Sinfônica do Recife, entregou à  secretária de Cultura a solicitação da substituição “em caráter urgente” do maestro. Uma cópia foi também entregue ao prefeito Geraldo Julio. Criada em 1930 e mantida pela prefeitura, os músicos da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR) também pedem apoio a uma estabilidade profissional mais coerente, com direito a um plano de cargos, salários, carreira.

Assinado por mais de 70% dos músicos, o documento afirma que “o referido cargo se encontra ocupado pelo maestro Osman Gioia há mais de 12 anos, fato que tem ocasionado um grande desgaste na gestão perante os músicos da orquestra e que, inclusive, já vem comprometendo a qualidade dos concertos realizados pela OSR. Assim, tornamos a Secretaria de Cultura do Recife ciente de que a permanência do maestro Osman Gioia no cargo tem se tornado algo cada vez mais insustentável e impraticável para os músicos da OSR. Desse modo, solicitamos sua substituição em caráter urgente”. O conflito foi agravado quando, no ensaio de terça-feira, anteontem, cerca de dez músicos expressaram abertamente seu descontentamento com o maestro. O valor salarial inicial pago à orquestra é de R$ 1,1 mil.

Tudo o que sabemos sobre:

Osman GioiaSinfonica do Recife

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.