Marlos Nobre é o novo maestro da Orquestra Sinfônica de Recife

Alvaro Siviero

24 de junho de 2013 | 15h21

 

Após crise na Orquestra Sinfônica de Recife (leia histórico da crise aqui), a Secretaria de Cultura do Estado nomeou, nesta tarde, o pianista e compositor Marlos Nobre, pernambucano, como seu novo regente titular. O novo regente titular, durante o recente período de crise da Sinfônica do Recife, foi um dos mais ativos e calorosos defensores da reestruturação da orquestra.

Recebido pelo prefeito Geraldo Julio no Teatro Santa Isabel, após sua indicação para assumir o cargo de regente titular, Marlos Nobre, que substituirá Osman Gioia.

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O novo regente titular, em depoimento, afirma quais serão suas prioridades, após ter aceitado o convite da Sra. Leda Alves, Secretária de Cultura da Prefeitura de Recife, e ter dado a notícia à orquestra, em conjunto com o prefeito de Recife, Geraldo Julio, que o aclamou demoradamente. O novo regente titular, Marlos Nobre, que conhece profundamente a orquestra por tê-la dirigido por muitos anos no passado, reconhece a crise artística pela qual o grupo sinfônico passa.

“Meu plano inicial é fazer uma radiografia profunda da situação (que já comecei a fazer a partir de minha nomeação) e tomar medidas imediatas, como:

1. Levar o novo Plano de Cargos e Salários à Secretária e ao Prefeito.

2. Reposição e aquisição de novos instrumentos: a orquestra não tem tímpanos, harpa, celesta, xilofone, glockenspiel, vibrafone. Já temos a promessa de aquisição imediata dada pelo Sr. Prefeito.

3. Seleção imediata de, pelo menos, 20 jovens músicos para a Orquestra – prioritariamente no naipe de cordas – valorizando aqueles que tenham condições profissionais no Recife. Esta defasagem tem inviabilizado qualquer versão decente de uma obra sinfônica pelo desequilíbrio entre cordas e os demais naipes.

4. Instalação de novo local para o arquivo da Orquestra, hoje em local inapropriado pela presença de fungos, mofo, entre outros. Compraremos nos Estados Unidos o repertório básico das obras de Haydn, Mozart, Beethoven,Brahms, Tchaikovsky, Dvorak, etc, que constituirão o novo arquivo da OSR

5. Elaboração de séries diferenciadas: Série Recife, Série Capibaribe, Série Grandes Solistas, Série Solistas Jovens e, naturalmente, trarei música de jovens compositores brasileiros. Também penso em fazer a OSR POPS em uma série especial da orquestra com grandes talentos da música popular do Nordeste e de todo Brasil; criarei uma “Sociedade dos Amigos da OSR” com personalidades de relevo em Pernambuco, empresariais sobretudo, que se encarregará de levantar fundos para estes projetos especiais.

6. A programação será estabelecida em sua integralidade, isto é, a programação de março a dezembro 2014 será anunciada em dezembro 2013. A administração da orquestra funcionará em conformidade com os objetivos maiores da orquestra e não como quebra-galho do dia a dia.

7. Estabelecimento de um Plano Estratégico, seguro de que a melhor maneira de planejar o futuro da orquestra é planejá-lo: Formular os objetivos precisos da NOVA Orquestra Sinfônica de Recife, Orientar seus integrantes (músicos e pessoal de apoio) a darem o máximo de si para atingirmos o objetivo da maior perfeição possível e, em terceiro lugar, Avaliar o desempenho dos integrantes frente ao Projeto Novo.

8. Além do interesse e das necessidades financeiras naturais, quero infundir na orquestra um sentido ético e estético: o sucesso do projeto depende da motivação dos músicos e dos profissionais envolvidos, que não são (ou não deverão ser) apenas movidos pelo dinheiro, mas pela paixão na própria causa, motor essencial do sucesso.

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