Johann Strauss, um morcego e a revanche!

Alvaro Siviero

07 de dezembro de 2011 | 13h02

O jovem e excêntrico príncipe russo Orlofsky, que acaba de se instalar em Viena, decide realizar uma grande festa em seu rico palácio. É aí que tudo se inicia, com o entrelaçamento da estória de 3 personagens.

Logo no início da opereta, Gabriel von Eisenstein, um galanteador romântico que adora pregar peças, é sentenciado a oito dias na prisão por desacato civil. Momentos antes de sair de casa para a prisão, após despedir-se de sua esposa Rosalinda, é interceptado por seu amigo Dr. Falke que o convence a aceitar um convite que lhe traz, da parte do príncipe, para comparecer disfarçado ao baile desta noite. Nada aconteceria caso se entregasse às autoridades somente na manhã seguinte. Por detrás desta proposta, o jovem e engenhoso Dr. Falke quer lhe dar o troco a uma humilhação que sofreu no passado, quando Eisenstein o deixou, após as festas de carnaval, dormido no chão, em plena luz do dia, fantasiado de morcego. É o momento da revanche.

Rosalinda, a esposa de Eisenstein, cansada da atitude galanteadora do marido, deixa-se cortejar por Alfred, que a chama agora de sua pombinha e lhe faz serenatas. Assim que o marido se despede “para dirigir-se à prisão”, Rosalinda abre as portas de sua casa a Alfred convidando-o a jantar. É neste momento que, inesperadamente, chega o diretor da prisão para prender o chefe da família. Vendo-se confusa e flagrada, Rosalinda entrega Alfred à prisão que, mesmo insistindo em provar que não é o homem procurado, recebe o descrédito do diretor da prisão, principalmente, quando é indagado por Rosalinda se este seria capaz de imaginá-la ceando a esta hora da noite com alguém que não fosse seu marido. Alfred é capturado e Rosalinda, mesmo tendo se protegido, embora desesperada, teme o pior: o encontro de Alfred e Eisenstein na prisão. Mas uma pergunta paira no ar: porque o marido partiu para a prisão vestido a rigor? Rosalinda decide ir ao baile.  Adele, a bela e atrativa criada da família, depois de conseguir um belo vestido e lançando mão de falsa desculpa, dirige-se também ao palácio do príncipe russo.

No auge da festa, o príncipe faz questão de que tudo corra bem, e ai daquele que se recuse a beber com ele. Todos fantasiados. Eisenstein, apresenta-se na festa como sendo o marquês Renard e, não reconhecendo a própria mulher, que havia se apresentado como uma condessa húngara, começa a cortejá-la. E a confusão se instaura. O resto da estória? É esperar para ver. Onde?

Theatro Municipal de São Paulo – Praça Ramos de Azevedo, s/n. Dias 09.12, 12.12 e 14.12 às 21h. Dia 10.12 às 20h. Dia 11.12 às 17h. Bilheteria: 11-3397-0327

Johann Strauss, o jovem, já era famoso como compositor de música vienense de dança antes de se voltar ao estilo das operetas. Entre os muitos momentos marcantes da festa, após o término do balé apresentado por dançarinos profissionais contratados pelo príncipe russo, este convida todos os presentes a dançarem uma valsa. É a famosa Valsa do Morcego (minuto 3’ do vídeo abaixo).  Deixo a abertura da opereta para vocês e, também, a famosa transcrição, de Grunfeld, da mesma valsa, interpretada por Yevgueny Kissin, uma das que mais gosto de executar! Ah, o pianista russo estará neste ano se apresentando por aqui, na temporada do Cultura Artística. Não percam!

 

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