Gilberto Tinetti: uma justa homenagem

Alvaro Siviero

22 de maio de 2012 | 09h32

Conheci Gilberto Tinetti nos meus tempos de USP. Desconhecia, então, o fato comum de que ambos havíamos migrado para a música após dedicarmos anos de estudo em outro campo do conhecimento. Mas isso também é música. Multifacética. A prontidão e altruísmo deste grande mestre logo o fizeram, mesmo tudo tão breve, a querer também me orientar no que hoje é minha vida profissional: o piano.  Todas as pessoas – e o que surpreende é a unanimidade – referem-se a ele com enorme respeito e gratidão.

Observo um desejo desenfreado de tantas celebridades de se eternizarem gravando seus nomes em placas comemorativas, em homenagens ou até mesmo em uma calçada, como a da fama, em Hollywood, onde são inúmeros os exemplos cômicos deste empenho. Mas Gilberto Tinetti, apesar do reconhecimento que lhe é tributado, optou por gravar seu nome no coração das pessoas. E o fez de modo imperativo em diversos profissionais  – desde o ano de 1961, onde vem exercendo importante papel na formação de jovens pianistas brasileiros – que devem a ele o conhecimento que possuem.  De 1980 a 2002, foi professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP. Desde 1986, vem apresentando programas dedicados ao repertório pianístico, através da Rádio Cultura FM de São Paulo.

Para comemorar seus 80 anos, celebrados no último dia 06 de abril, o Theatro São Pedro promove amanhã, dia 23 de maio, 20h30, com entrada gratuita e sob regência do maestro Julio Medaglia, uma grande festa musical. Um concerto comemorativo. Retifico, um concerto de agradecimento. Para essa data, Tinetti atuará como solista no Concerto n.5 para piano e orquestra em mi bemol maior, Op.73, mais conhecido como “Imperador”. Sugestivo, não é?

 

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