Fábrica de pianos Steinway é vendida

Alvaro Siviero

02 de julho de 2013 | 21h07

Para quem não é muito do ramo, uma comparação: se o assunto fosse futebol, o nome Steinway seria sinônimo de Neymar. É o nome  badalado, embora haja muitos outros jogadores que se desempenham excelentemente. Obviamente o poder da mídia foi fundamental na consolidação da marca, tida hoje como uma das melhores do mundo. Um piano Steinway pode chegar a custar US$ 218 mil. E após 160 anos de história, mais de 300 showrooms espalhados pelo mundo, a fabricante de pianos Steinway concorda em ser comprada pela Kohlberg & Co. O valor da negociação? US$ 428 milhões. O acordo feito entre a Steinway e a empresa de fundos de private equity permite que, durante um período de 45 dias, a Steinway ainda receba outras propostas de concorrentes. Mas, pelo que tudo indica, o conselho de administração da empresa recomendou a venda à Kohlberg & Co por unanimidade. Sendo assim, a transação definitiva deve ocorrer no terceiro trimestre deste ano.

Já não é de hoje que a conhecida fábrica de pianos considerava a possibilidade de ser vendida. Lembro-me que, quando da última vez que pessoalmente estive no famoso Steinway Hall, um prédio de 88 anos de história situado diante do Carnegie Hall, NY, os rumores sobre a venda deste imóvel pela quantia de US$ 46,3 milhões já era fato. Há 3 meses a notícia se confirmou. De 2005 a 2008, as vendas desses pianos caíram em média 20% ao ano nos EUA, segundo dados da empresa. A crise financeira afetou ainda mais a demanda. De lá para cá, as vendas melhoraram, mas ainda continuam insatisfatórias na maior parte do mundo.

A Kohlberg, que pretende acelerar a expansão global da Steinway, também comercializa outros instrumentos, como os pistões Bach Stradivarius, os saxofones Selmer Paris, as trompas CG Conn, os clarinetes Leblanc, os trombones King e as baterias Ludwig.

Agora é esperar para ver.

 

Tudo o que sabemos sobre:

Steinway

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.