Egmont, de Beethoven, dá largada ao Cultura Artística 2012

Alvaro Siviero

24 de abril de 2012 | 11h16

Hoje se inicia a série de concertos do Cultura Artística, às 21h, na Sala São Paulo.  A Orquestra Nacional Russa, sob a regência de José Serebrier, foi a convidada a dar a largada. Os primeiros acordes desta noite (que inclui grandes nomes como Lang Lang, Yevgeny Kissin, Renée Fleming) ficarão a cargo de Beethoven, compositor escolhido para iniciar a temporada com a sua célebre Abertura Egmont. E é sobre isso que me detenho.

Egmont, de Goethe, foi escrito em 1786, e composta por Beethoven no final de 1809. A obra é um drama clássico sobre liberação política. O conde Egmont, herói de Flandres, século XVI, lidera a revolta do povo flamengo contra a tirania espanhola. Capturado, encarcerado e, após tentativa fracassada de sua amante Clärchen em resgatá-lo, Egmont toma conhecimento de que Clärchen, desesperada, se envenena. Dentro de sua cela, enquanto aguarda a execução, Egmont tem uma visão transcendental da imagem da liberdade como uma mulher, fisicamente semelhante a Clärchen – que, aproximando-se de Egmont, lhe deposita uma coroa de louros na cabeça. Uma música militar soa externamente. Egmont é levado para a sua execução, sacrificando-se pelo seu país, sabendo que a liberdade vai prevalecer. O início pesante mostra a profunda opressão sofrida pelo povo flamengo (início até o minuto 2:10). No allegro o crescente tumulto (a partir do minuto 2:10) a e a revolta, que atinge seu climax na coda refletindo a captura de Egmont e morte por decapitação, representado pelo abrupto corte sonoro (minuto 6:47). É então que vem a música da vitória (minuto 7:03) iniciando num pianíssimo ao climax em fortíssimo.

Beethoven, ao final, como sempre, vence!

 

Tudo o que sabemos sobre:

Cultura ArtísticaEgmont

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.