Comunicação por sons. E por palavras.

Alvaro Siviero

26 de agosto de 2011 | 21h59

Quando recebi o convite para assumir este espaço, rapidamente dei-me conta de que não faria nada de muito diferente do que diariamente faço, durante horas, diante do piano: comunicar uma mensagem. Sendo assim, meu laptop será meu novo instrumento musical e a comunicação por sons se transformará em comunicação também por palavras. Mas é comunicação. Esta plataforma digital será o nosso palco.

Aqui, dividirei com vocês experiências de músicos consagrados, resenhas críticas, depoimentos, relatos, e até mesmo artigos encontrados em bons livros. Mas o que quero mesmo é ser um livro vivo. É muito diferente conhecer os desafios do backstage momentos antes de um concerto do que, como artista, vivê-los. É muito diferente se embrenhar a escrever uma resenha crítica quando existe a força de quem já procurou fazer o mesmo: tudo adquire uma nova perspectiva. Quero falar com a força da experiência que, maior ou menor, adquiri durante os anos, em minhas andanças por esse mundo afora: sobre o que é ser escolhido através de um dom musical para poder alimentar tantas pessoas repletas de sede de sentido, fabricando música. Nas grandes cidades, em que o ritmo frenético de atividades toma conta, a música se impõe como uma necessidade: interioriza, acalma, enriquece, desembrutece. Uma terapia.

Conversaremos também sobre o papel do músico. Longe de o músico ser uma mera máquina sonora – é gente! – atenderei sugestões de tantas pessoas postando matérias que contribuam a que nós, músicos, onde me incluo, também façamos autocríticas e possamos, assim, ser melhores capacitados como pessoas. Falarei de novas iniciativas musicais e séries de concertos que surgem dentro desse nosso enorme Brasil e que, muitas vezes, por falta de espaço, acabam se tornando desconhecidas do grande público. Tudo muito vivo.

A música de concerto não é elitista: sensibilidade não está vinculada a classe social. A música de concerto não exige alfabetização : basta ouvir com interesse, sem preconceitos. A porta de entrada é tão vasta que ninguém precisa ser erudito para ouvir compositores eruditos.

Estou entusiasmado e, acima de tudo, muito aberto a todos vocês, caros leitores, a quem deixo um abraço orquestral.

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