A música mudou!

Alvaro Siviero

13 de dezembro de 2012 | 20h09

Previsão é que em 2012 segmento distribuição de musica digital cresça mais de 61%.

O mercado digital – iPods, iPads, iPhones, andróides, entre outros – invadiu nossas vidas. Um fato. Jornais impressos migram para as plataformas digitais. Redes sociais veiculam notícias da própria fonte. Orquestras substituem partituras por tablets (leia aqui). Eu mesmo, caro leitor, falo através de uma dessas plataformas. Assessorias de imprensa são reinventadas. Em “uma” palavra: a comunicação mudou. E o mercado fonográfico foi igualmente engolfado.

De acordo a IFPI – International Federation of the Phonographic Industry, o crescimento fonográfico no Brasil foi sustentado, em grande parte, graças à distribuição digital. Em 2006, como exemplo, o mercado brasileiro de música fonográfico digital representava 1,9% dos R$ 450 milhões investidos. Ao final de 2012, segundo estimativas, o número poderá chegar a 26,3%: um salto de 1133%.  Enquanto isso, o mercado de distribuição física, responsável por 98,1% do mercado em 2006, terá queda estimada em 33% ao final de 2012.


AnoMercado Físico%Mercado Digital%Total
2006 R$442.285.98998,1% R$8.517.1701,9% R$450.803.159
2007 R$297.721.80392,5% R$24.287.1887,5% R$322.008.991
2008 R$312.267.83587,8% R$43.503.54812,2% R$355.771.383
2009 R$315.654.06188,1% R$42.778.57811,9% R$358.432.639
2010 R$290.298.39084,3% R$53.964.41215,7% R$344.262.802
2011 R$312.346.24683,7% R$60.852.97016,3% R$373.199.216
2012 R$295.000.00073,8% R$105.000.00026,3% R$400.000.000

Dados para países desenvolvidos:

FisicoDigital
EUA45%55%
Noruega49%51%
Suécia50%50%
Canadá59%41%
Dinamarca62%38%
Inglaterra65%35%
Japão77%23%

Para os países em desenvolvimento:

FisicoDigital
India47%53%
Colombia70%30%
Mexico71%29%
Brasil74%26%
Argentina87%13%

Patrick Krauss, diretor-fundador da Dmusic, entende que a distribuição da música digital deixou de ser aposta: é uma realidade. Detentora de contratos diretos com as grandes distribuidoras digitais (entre elas a Google), a DMusic sustenta uma tese: o futuro dos artistas é a independência. “Durante muitos anos, o artista teve que estar vinculado a uma gravadora, proprietária de estúdios de gravação (não era possível gravar sem ter uma “Gravadora”), dos canais de distribuição (grandes varejistas , livrarias e lojas especializadas para vendas) e dos contatos para o marketing do álbum criado. Hoje não precisa ser mais assim”. A segurança de Krauss o levou, inclusive, a sair novamente na frente criando a primeira agência digital de artistas. “Com a popularização da internet e a entrada dos canais de distribuição digital, o artista independente tem a possibilidade de realizar tudo sozinho. Ele pode gravar seu CD ou Single , desenvolver ações de marketing para atingir exatamente seu público e distribuir suas músicas para mais de 55 países, em 48 horas”, declara o diretor.

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