11 de setembro e a linguagem universal da música

Alvaro Siviero

11 de setembro de 2011 | 14h14

 

O concerto de Ano Novo da Filarmônica de Viena – o célebre Das Neujahrskonzert der Wiener Philharmoniker – vem sendo realizado nas manhãs do dia 01 de janeiro, desde 1939, com ingressos esgotados. A sala de concertos principal (o Gro?erSaal) do Musikverein, em Viena, chega a atingir um público estimado em mais de 50 milhões de pessoas, em mais de 70 países. O video abaixo mostra um significativo momento do concerto de 2002, regido pelo maestro Seiji Ozawa. Diversos músicos das mais variadas raças, culturas, tradições, nacionalidades – enfim, gente que não pensa igual – dão um show de bola ao desejar a todos os presentes uma feliz entrada de ano. O vídeo exala alegria, otimismo.

Hoje, 11 de setembro, lembro-me de minha recente estada no ground zero, em Nova York, há poucas semanas: tudo muito triste, carregado de energia pesada. Entre muitas fotos que tirei, comoveu-me a da roupa de um bombeiro, de material extremamente resistente, que faleceu entre os escombros das Twin Towers, deixada dentro de uma pequena igreja localizada no quarteirão vizinho ao das torres gêmeas. Esse templo católico foi, segundo me explicaram, o apoio e consolo de muitíssimos parentes das vítimas, de bombeiros e de gente da rua que, desolados, buscavam conforto espiritual neste momento de dor ( postei fotos em www.alvarosiviero.com). Caminhando pelas ruas de Manhattan, tomei consciência do maravilhoso mosaico de cores e formas que é a vida humana, ferida quando deparada com aqueles que enxergam na multiculturalidade – entenda-se também divergência – motivo de desunião, de guerra.  

Os problemas de uma sociedade não passam de uma projeção ampliada dos conflitos íntimos que cada um traz dentro de si. Queremos que a sociedade seja mais? Então sejamos melhores. É uma decisão pessoal. É atitude.

Fica essa homenagem aos vitoriosos do 11 de setembro de 2001. O mundo pode ser esse grande palco eclético de música – como abaixo mostrado em video – que une, soma e constrói. Tenham a certeza de que as nossas semelhanças são muito maiores que nossas diferenças.  

  

 

 

 

Tudo o que sabemos sobre:

11 de setembroFilarmonica de Viena

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: