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Um balanço do É Tudo Verdade 2014

Adriana Plut

20 de abril de 2014 | 18h09

A 19a edição do É Tudo Verdade terminou em São Paulo e no Rio de Janeiro e agora segue para Campinas, de 22 a 24 de abril; Brasília de 30 de abril a 4 de maio e Belo Horizonte de 24 a 27 de julho. Nesta breve entrevista, o diretor e criador do festival, Amir Labaki, faz um balanço da última edição, afirma que o diálogo com outras artes é uma tendência na produção não ficcional e fala sobre os vencedores.

.DOC – Você chegou a escrever que a 19a edição do É Tudo Verdade seria de “tributos e de revelações”. Agora que o festival terminou em São Paulo e no Rio, como avalia esta edição?
Amir Labaki – Acho que o arco estilístico foi mais amplo, no programa como um todo. A própria premiação espelhou isso.

.DOC – Vê alguma nova tendência na produção não ficcional brasileira? E na internacional?
Amir Labaki – Em ambas, o diálogo com outras artes, inovando as estruturas narrativas não-ficcionais.

.DOC – Pode falar um pouco sobre “Homem Comum” e “Borscht, uma receita russa”, os brasileiros que venceram os principais prêmios deste festival?
Amir Labaki – Acho que vale destacar de saída duas coisas: 1. são filmes formalmente muito distintos; 2. o vencedor da disputa de longas, Carlos Nader, saiu vitorioso pela segunda vez na história do festival; já a vitoriosa entre os curtas, Marina Quintanilha, venceu com seu filme de estreia – este contraste me parece muito saudável.

.DOC – E quanto aos tributos? Sente que há bastante interesse ou o público do festival se interessa mais pelas novidades?
Amir Labaki – Sim, há um interesse intenso pelas retrospectivas e homenagens. É natural porém que as sessões mais procuradas sejam as de estreias, especialmente as brasileiras. Por vezes, combinamos ambos, como na homenagem a Leon Hirszman com o lançamento de “Posfácio -Imagens do Inconsciente”, em parceria com o IMS, e tanto em São Paulo quanto no Rio a presença de público superou a lotação das salas.

.DOC – Já pode adiantar alguma ideia para o festival do ano que vem? Alguma comemoração especial pelos 20 anos?
Amir Labaki – Há que celebrar a marca de duas décadas. Estamos estudando qual a melhor maneira de fazê-lo.

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