As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Queria mostrar a luta da minha cidade pelo meu ponto de vista”, diz documentarista palestino indicado ao Oscar

Adriana Plut

19 de agosto de 2013 | 03h19

O cineasta Emad Burnat participou da exibição de seu documentário “Cinco Câmeras Quebradas” na Mostra Mundo Árabe de Cinema neste domingo (18.8), no CineSesc, em São Paulo. O filme, que concorreu ao Oscar em 2013 e foi vencedor de melhor direção em documentário no Festival de Sundance em 2012, conta a história da pequena cidade de Emad, na Cisjordânia, dividida por um muro construído pelo governo israelense em 2005. Este foi o mesmo ano do nascimento de seu quarto filho, Gibreel Burnat e, com a câmera comprada para registrar os primeiros anos do menino, Emad passou a registar o impacto do muro e da construção de assentamentos israelenses na região. O documentário mostra as manifestações, os confrontos com o exército israelense e, ao mesmo tempo, os primeiros cinco anos de Gibreel, que cresce em meio ao conflito.
Neste domingo, Emad e Gibreel foram ao CineSesc para falar sobre o filme. Curiosamente, Emad conversou com todos em português. É que a mulher dele foi criada no Brasil e depois voltou para a Palestina. A porta da casa deles, que aparece muito no filme, foi pintada com as cores do Brasil. Em alguns momentos Emad e seus filhos estampam a bandeira do País em camisetas, bandeiras e adesivos. Segundo ele, o Brasil sempre foi “seu segundo país”. Por isso estava tão orgulhoso por poder mostrar seu filme aqui. Sobre o documentário, ele diz: “queria gravar a luta, queria gravar a minha vida, o Gibreel crescendo na ocupação. Queria fazer este filme do meu ponto de vista”. O vídeo abaixo foi gravado por celular, após a sessão:

Próxima sessões na Mostra Mundo Árabe de Cinema (http://mundoarabe2013.icarabe.org ):

Centro Cultural Banco do Brasil – SP – 24/08 – sábado – 17h30

Centro Cultural Banco do Brasil – RJ – 06/9, sexta  16/9, segunda – 19h30

Confira também o trailer do documentário:

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: