Os escritores na história da Time

Estadão

17 de agosto de 2010 | 16h27

Muito se falou sobre Jonathan Franzen como o primeiro ficcionista em dez anos a merecer a capa da Time, mas só o site The Millions parou para fazer um restrospecto dos escritores a receberem destaque na revista e avaliar o que isso diz a respeito da cultura literária nos EUA (na verdade, como o site lembra, o próprio Franzen chegou a escrever para a Harper sobre como as escolhas da publicação, de James Joyce a Scott Turow, provam o declínio cultural da América).

O primeiro destaque literário da Time, Joseph Conrad (imagem acima), apareceu logo na sexta edição da revista, em abril de 1923, em reportagem sob o título A great novelist to visit the United States. Até o final dos anos 30, em 18 anos de revista, 37 capas foram dedicadas a autores, incluindo nomes como H.G. Wells, Gertrude Stein, James Joyce (duas vezes, por Ulysses e Finnegans Wake) e Ernest Hemingway. Ou seja, pelo menos duas vezes por ano escritores estamparam a capa da publicação.

Nos 20 anos seguintes, de 1940 a 1959, esse número caiu para 17, menos de uma capa por ano, com Eugene O’Neill e T. S. Eliot entre os destaques. A média se manteve nas duas décadas posteriores, consideradas entre 1960 e 1979.

Dali para a frente, só queda: de 1980 e 1999,  mais 20 anos, um autor a cada três anos mereceu capa (e aqui já estamos falando quase só de best-sellers, como John Irving e Michael Crichton).

E, nos dez anos de 2000 a 2009, apenas Stephen King, em sua segunda capa na revista – mas que, desta vez, na verdade, era sobre internet (imagem abaixo).

O que isso diz sobre a cultura dos Estados Unidos? A análise toda está aqui, com links para todas as reportagens de capa na história da Time, com imagens.

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