Best-seller – Por que obras de Malcolm Gladwell são sempre um enorme sucesso de vendas

Estadão

08 de fevereiro de 2011 | 20h42

Qualquer um que me segue no Twitter já percebeu a birra que peguei desse discurso do Malcolm Gladwell de que a revolução não será tuitada, que já teve tantas respostas na internet que nem preciso me dar ao trabalho (e, ainda assim, o danado insiste).

Nunca li nenhum livro que ele tenha publicado, só esse artigo e outros que saíram na New Yorker. Dito isto, não desmereço o trabalho dele, até porque muita gente em quem confio diz que os argumentos são interessantes. Mas vamos combinar que o que os livros podem ter de bons eles têm de títulos sofríveis, como Blink – A Decisão Num Piscar de Olhos, O Ponto da Virada – Como Pequenas Coisas Podem Fazer Grande Diferença e Fora de Série – Descubra Por Que Algumas Pessoas Têm Sucesso e Outras Não.

Daí que adorei o Gerador de Livros de Malcolm Gladwell, que oferece ao autor toda uma gama de sugestões de nomes para futuros best-sellers. É uma lista interminável (mesmo, desisti de clicar até voltar para um título de que tinha gostado e que deixei passar), com ideias como:

Nada – O Que Castelos de Areia Podem Nos Ensinar Sobre a Política Econômica da Coreia do Norte

Slurp – O Que Línguas de Gatos Podem Nos Ensinar Sobre Derivativos

– O Paradoxo dos Paradoxos – Por Que Ninguém Dá a Mínima Para Grandes Mistérios

– Incerto – O Poder da Generalização Para Impressionar os Entediados

– Subtítulos – Como Títulos Secundários Agregam Uma Ideia de Importância (isso é um update, colaboração dos cliques da Vange Leonel)

E o meu preferido até o momento:

– Blank – 300 Páginas em Branco Para Preencher Com Suas Próprias Teorias do C…

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.