'Westworld' é a aposta da HBO para substituir 'Game of Thrones'

'Westworld' é a aposta da HBO para substituir 'Game of Thrones'

Série com o brasileiro Rodrigo Santoro estreia neste domingo, 2, às 23 h

EFE

02 Outubro 2016 | 18h22

LOS ANGELES - A emissora HBO, consciente da data de validade de Game of Thrones, uma vez que só lhe restam duas temporadas, estreia neste domingo Westworld, uma nova, arriscada e espetacular aposta para substituir sua principal série.

Descrita pela emissora como "uma obscura odisseia sobre os alvores da consciência artificial e a evolução do pecado", a história de Westworld conta como engenheiros criaram um parque de diversões com o aspecto do Velho Oeste onde cada anseio humano, seja nobre ou depravado, pode ser saciado.

A ação se desenvolve em uma sociedade futurista onde os humanos buscam entretenimento em um mundo sensual, violento e repleto de androides com os quais satisfazer qualquer de seus objetivos, até que esses robôs começam a perceber que estão vivendo em um mundo imposto e iniciam uma revolução.

O formato, criado por Jonathan Nolan (irmão de Christopher Nolan), Lisa Joy (Pushing Daisies) e com J.J. Abrams como produtor executivo, se inspira no filme homônimo de 1973 escrito e dirigido pelo célebre autor de ficção científica Michael Crichton, que morreu em 2008.

"Há tantos filmes, séries e livros sobre a inteligência artificial, a ameaça da tecnologia... mas, por alguma razão, Westworld nunca deixou de me fascinar", admitiu Abrams durante a apresentação da série no Teatro Chinês de Hollywood.

Abrams falou com Crichton duas décadas atrás sobre a possibilidade de rodar uma nova versão de seu filme, e finalmente convenceu Nolan (roteirista de Batman: O Cavaleiro das Trevas e Interestelar) e Joy para iniciar o projeto.

Agora, essas intenções se veem materializadas com um elenco liderado por Anthony Hopkins, Ed Harris, Evan Rachel Wood, James Marsden, Thandie Newton, Jeffrey Wright e o brasileiro Rodrigo Santoro, entre outros.

"Queríamos propor esta pergunta: se pudesse se colocar totalmente em uma fantasia na qual pudesse fazer qualquer coisa, descobriria coisas sobre si mesmo que não saberia?", disse Nolan à imprensa.

"O desafio era explorar o que significa ser humano através dos olhos dos que não são", acrescentou Joy, esposa de Nolan, a quem lhe interessava especialmente modelar a obsessão de nossa sociedade pela violência e o sexo.

O primeiro episódio, intitulado The Original, ao qual a Agência Efe teve acesso antes da estreia, desenvolve uma trama arrevesada e enigmática com elementos que lembram as séries Deadwood - outro produto da HBO - e Black Mirror, assim como filmes como A.I. - Inteligência Artificial e Feitiço do Tempo.

"Se Interestelar foi, para mim, uma carta de amor ao espírito humano, esta primeira temporada é justamente o contrário", explicou Nolan muito acertadamente.

Casey Bloys, chefe de programação da HBO, reconheceu os problemas que sofreu a série durante a filmagem, com constantes atrasos na produção que obrigaram a adiar sua estreia durante meses.

Mas, por outro lado, não deixou nenhuma dúvida sobre a confiança da emissora na série, pensada para ser a grande substituta de Game of Thrones apesar de não terem muitos pontos em comum, além do fato de consumir um enorme orçamento e da trilha sonora de Ramin Djawadi.

"Acredito que é uma experiência visual cinematográfica quanto ao tamanho e a dificuldade da produção; é uma história genial e muito divertida que, ao mesmo tempo, lança grandes dilemas sobre a humanidade", comentou Bloys.

"Essa combinação sempre funcionou", acrescentou, esperançoso com a possibilidade de voltar a acertar em cheio com um produto que atraia, semana após semana, mais de oito milhões de espectadores como Game of Thrones.

A série, que conta com dez episódios em sua primeira temporada, estreia neste domingo na HBO também no Brasil.

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