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Viva chega aos cinco anos com identidade própria

Criado a partir do acervo da Globo, canal acumula produções capazes de atualizar memória afetiva do público

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

24 Maio 2015 | 20h00

Ao atualizar o figurino de grandes clássicos, com a produção de programas inéditos baseados no acervo da TV Globo, o canal Viva chega ao seu 5.º aniversário superando, de longe, a condição de um mero Vale a Pena Ver de Novo. Depois de gravar novos episódios do Sai de Baixo, como se a turma do Arouche se reencontrasse após vários anos, e de resgatar hits do lendário Globo de Ouro em programas inéditos, o canal põe no ar esta semana (de amanhã a sexta, às 23h30) um revival de Chacrinha na pele de Stepan Nercessian. O material é fruto de uma apresentação de Chacrinha, o Musical, de Pedro Bial, gravado no Teatro Alfa, em São Paulo, com direito às presenças de Elke Maravilha e da chacrete Rita Cadillac na plateia. Mas já está em curso na planilha da diretora Letícia Muhana uma ideia para que o canal produza edições inéditas do anárquico auditório do Velho Guerreiro, com o mesmo Stepan no papel.

Não é só. Uma segunda temporada do Globo de Ouro está em pré-produção – na primeira temporada, artistas como Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Baby do Brasil e Pepeu Gomes se comoveram com a chance de revisitar o título que os colocava em cena a cada lançamento, entre os anos 80 e 90, na Globo. Outro projeto em andamento é a gravação de episódios inéditos da Escolinha do Professor Raimundo, tendo Bruno Mazzeo no papel que foi do pai, Chico Anysio, e um grupo de alunos que represente a nova geração do humor. E está prevista para novembro uma minissérie sobre Janete Clair, maior novelista que a TV já teve no Brasil e que faria 90 anos este ano

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Antes disso, o Viva lança outra temporada de um projeto nascido quase no improviso e que funcionou bem: o Rebobina, sob o comando do DJ Zé Pedro, pronto para rir de expressões, figurinos e modismos das décadas passadas.

“O Rebobina foi um susto”, diz Zé Pedro, surpreso com a repercussão. “Tenho que ir gravar como se eu estivesse indo para a casa de um amigo, senão fico nervoso”, diverte-se. Constatada a aceitação da primeira temporada, o programa teve um up grade de cenário e guarda-roupa. São oito programas, no ar todas as quartas, às 23h, sendo que o último é dedicado a Vale Tudo, novela de 1989 que fez história, e promove um encontro histórico: Beatriz Segall e Cássia Kis Magro se reveem 26 anos após o fatídico tiro de Leila, personagem de Cássia, que matou Odete Roitman. “Eu disse a ela: ‘Beatriz, é tudo brincadeira, não pense que a gente está tirando sarro da sua cara’. E ela: ‘Se você tirar sarro da minha cara, eu tiro da sua’. Adorei.”

As outras edições são, pela ordem: Quem Quer Abacaxi? (com Rita Cadillac, João Kléber e Byafra), Mistérios da Meia-Noite (com Patricya Travassos, Eri Johnson e Zéu Britto), Girl Power (com Rogéria, Thammy, Fernanda Young e Titi Müller), Woodstock Com Banana – A Explosão do Rock no Brasil (com Evandro Mesquita, Marina Lima e Supla), Ó Nós Aqui Travês! O Humor na TV (com Heloísa Périssé, Catarina Abdala e Eliezer Motta), Made In Bahia (com Margareth Menezes, Sarajane e Joana Fomm) e Os Festivais da Canção (com Sandra de Sá, Tetê Espíndola e Zezé Motta). No último, Vale Tudo, Beatriz e Cássia terão a companhia da inquieta Narcisa Tamborindeguy. 

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