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'Strike Back' retorna com elenco renovado e muita ação

Série estreia sua nova temporada com episódios gravados na Jordânia, Hungria, Londres e Croácia

Mariane Morisawa*, Especial para o Estado

05 Fevereiro 2018 | 10h50

LOS ANGELES - Depois de um hiato, Strike Back está de volta com um novo elenco formando a Seção 20, unidade de inteligência militar e antiterrorismo do Serviço Secreto de Inteligência (SIS) britânico. As cenas de ação, porém, continuam recheando a série que estreia sua nova temporada nesta segunda-feira, 5, às 21 horas, no canal MAX Prime. 

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O elenco agora é formado pelos australianos Daniel MacPherson, no papel do agente da CIA Samuel Wyatt, e Alin Sumarwata, como Gracie Novin, e pelos britânicos Warren Brown, como “Mac” McAllister, e Roxanne McKee interpretando Natalie Reynolds. 

No primeiro episódio, McAllister vê sua unidade sendo dizimada quando um prisioneiro perigoso e de alto valor é resgatado no Oriente Médio. Pouco depois, a Seção 20 é reativada, e ele ganha a chance de se vingar, salvando Wyatt, que está sofrendo tortura. Os dois mais tarde são recolhidos no deserto pela misteriosa Novin. Os três conhecem a quarta participante do grupo, Reynolds, numa missão numa boate. 

“Recebemos um grande legado com essa série, com fãs muito apaixonados”, disse MacPherson. “Sabíamos ser uma grande responsabilidade. E tínhamos de honrar os militares na ativa e veteranos.” 

Os atores treinaram por quatro semanas com as Forças Especiais da Jordânia, onde a temporada foi parcialmente rodada, além de terem contato com Marines e Navy Seals americanos, o SIS e Forças Especiais britânicas e Forças Especiais da Hungria, outra sede da filmagem, junto com Londres e Croácia. 

“Tentamos ser o mais autênticos possível. Claro que algumas histórias são exageradas pelo bem do entretenimento, mas em termos de operações, uso de armas e tática tínhamos de agir corretamente”, disse MacPherson. “Nós ouvimos muitas histórias de militares na ativa e veteranos, que tiveram muita generosidade em compartilhá-las conosco. É algo que jamais vou esquecer e que aumentou nossa responsabilidade.”

Com tantas cenas de luta e explosões, sobraram arranhões e cortes para todo o mundo. “Eu ganhei uma cicatriz”, contou MacPherson. Sumarwata foi acertada na cabeça por uma bota quando Warren Brown jogou um outro ator em sua direção num ensaio. “Machuquei a cabeça e levei alguns pontos. Queria continuar, mas não me deixaram”, disse. Tanto a personagem dela quanto a de McKee costumam resolver as coisas, muitas vezes enquanto os dois homens discutem. “As mulheres são de vários tipos, como os homens”, disse McKee. “Ninguém precisa se encaixar num escaninho de feminilidade, sem poder ser durona, forte, fisicamente capaz. Somos multifacetadas. É bacana mostrar todos os nossos ângulos e nosso repertório completo como ser humano.”

A série evita enveredar pelos caminhos tortuosos da política, atendo-se à ação das operações. “Não falamos que tal coisa é certa ou errada”, explicou Brown. Mas toca na dificuldade de reintegração de combatentes na sociedade e no problema do estresse pós-traumático. “É preciso retratar o preço pessoal pago por quem lutou”, disse MacPherson. 

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