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Sétima temporada de 'Game of Thrones' será 'mais espetacular', diz Aidan Gillen

De acordo com o ator que interpreta Mindinho, nos novos episódios 'as histórias começam a se entrelaçar', provocando a 'união dos núcleos narrativos'

Paula Baena Velasco, EFE

03 Junho 2017 | 13h25

A sétima temporada de Game of Thrones será a mais curta de todas, com apenas sete episódios, mas também será a "mais espetacular", segundo revelou à Agência Efe em Londres o ator Aidan Gillen, que interpreta Petyr Baelish, também conhecido 'Mindinho'. A emissora HBO estreará a tão aguardada penúltima temporada da superprodução simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil na noite do dia 16 de julho.

Gillen explicou que quando a série oferece ao público "cenas espetaculares" como na sexta temporada, entre elas a Batalha dos Bastardos - na qual Jon Snow (Kit Harington) e Ramsay Bolton (Iwan Rheon) se enfrentaram -, "é preciso continuar fazendo o mesmo ou melhor".

O ator irlandês atribuiu o corte de episódios desta próxima temporada a essa 'espetacularidade' que requer uma "produção de grande escala", o que considerou "impossível de ser sustentado" durante dez episódios, como era feito nos anos anteriores.

De acordo com Gillen, nos novos episódios "as histórias começam a se entrelaçar", provocando a "união dos núcleos narrativos", o que descreveu como "muito emocionante".

Esta temporada será a segunda que se antecipará aos livros originais, a saga literária Crônicas de Gelo e Fogo, do escritor americano George R.R. Martin, nos quais a produção é baseada, já que o autor ainda não terminou Os Ventos de Inverno, o sexto volume, que começou a escrever em 2010.

Livros esses que tanto Liam Cunningham, que dá vida ao cavaleiro Sir Davos Seaworth, como Carice van Houten, que interpreta a sacerdotisa Melisandre, reconheceram não ter lido. Segundo ambos, a missão para a série não é "representar o que ocorre nos livros, mas o que é dito no roteiro".

"Os livros são a Bíblia dos roteiristas - David Benioff e Dan Weiss -, e a nossa é o roteiro que eles escrevem", disse Cunningham, que brincou ao dizer que essas declarações não poderiam ser gravadas.

A oitava temporada será a última da série, conforme adiantou no ano passado o presidente de programação da HBO, Casey Bloys. Assim como os fãs, Van Houten admitiu que parte dela não quer "que isto acabe".

"Vai ser difícil encontrar outro trabalho no qual eu possa interpretar um personagem feminino tão poderoso como Melissandre", disse a atriz holandesa, que lamentou a falta de "bons papéis para mulheres" no cinema.

Enquanto Carice van Houten, de 40 anos, questionou seu futuro após Game of Thrones, Isaac Hempstead, o jovem de 18 anos que interpreta Bran Stark, relembrou o primeiro dia no set de gravação, onde tem passado "praticamente metade da vida".

"Eu tinha só dez anos e no primeiro dia filmamos em uma floresta, não parou de chover. Fiquei encharcado e pensei: 'não sei se vou conseguir fazer isto", recordou.

Para Hempstead, gravar Game of Thrones a cada verão foi como "ir a um acampamento medieval". Para ele, vai ser "estranho" quando a série chegar ao fim.

Game of Thrones se tornou a série mais premiada da televisão, com 38 prêmios do Emmy, sucesso que, na opinião dos atores Jacob Anderson (Grey Worm) e Daniel Portman (Podrick Payne), se explica porque "tem tudo o que se pode esperar" de uma produção televisiva.

"Aborda temas políticos, relações, família, drama, humor. Tudo isso em um mundo de fantasia, mas que está conectado com a realidade porque reflete situações reais e honestas do ser humano", concluíram.

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