Série 'Motel' mostra histórias vividas entre quatro paredes

Série 'Motel' mostra histórias vividas entre quatro paredes

Produção tem episódios de diferentes gêneros ambientadas em suítes temáticas

João Fernando, O Estado de S. Paulo

15 Novembro 2014 | 16h00

 O que acontece entre quatro paredes será visto em rede nacional a partir de 3 de dezembro, data prevista para a estreia de Motel, na HBO. Produzida pela Bossa Nova Films, a série mostrará seis histórias de diferentes gêneros, como comédia, terror e trama policial ambientadas em suítes temáticas de um estabelecimento de alta rotatividade de hóspedes.

Como cada episódio se passa em um quarto com decoração diferente, os ambientes foram reproduzidos em estúdio. “Todos têm quatro paredes e banheira”, conta a produtora executiva Margarida Ribeiro. Apesar das situações remeterem ao sexo, a diretora e criadora Fabrizia Pinto teve a ideia da série em um almoço com amigos. “Eles começaram a contar histórias de motel e colecionei algumas para o projeto. O argumento tem casos reais e ficcionais”, explica ela, que assina os roteiros em parceria com José Roberto Torero, Marcos Alemão e Reinaldo Moraes. Fabrizia afirma só ter ido uma vez ao motel. “E foi com meu marido. Olha que sem graça (risos). Nunca precisei, pois sempre tive liberdade em casa para fazer tudo”, conta a diretora, filha do cartunista Ziraldo.

 

O Estado acompanhou a gravação do episódio de suspense Mulheres de Alfredo. Nele, o casal Vera (Chris Couto) e Alfredo (José Rubens Chachá) conhecem Janete (Melina Menghini) em um cruzeiro. A jovem passa a ter um caso secreto com cada um dos dois. Depois de um tempo, ela resolve promover um ménage à trois às escuras. No escuro do quarto, o casal se reconhece e começa uma briga que termina de forma misteriosa e inesperada. “Ela é inocente, acha que eles não vão se reconhecer. O perigo é o que dá tesão nela”, avalia Melina.

Mesmo com a grande quantidade de profissionais envolvidos na série, a equipe é reduzida nas cenas de estúdio, em que o elenco fica nu. “Claro que fiz dieta, eu tentei pelo menos. Acho que nunca fiquei pelada em cena”, revela Chris Couto, que circulava pelos corredores apenas de roupão. As sequências mais quentes serão discretas na tela. “Não é pornochanchada nem sexo explícito. Espero ter imprimido um sexo elegante”, aposta Fabrizia Pinto. 

Além do caso de Alfredo, há histórias tragicômicas como a do episódio Zoraide. A personagem-título, vivida por Fabiana Gugli, é uma prostituta fantasma cujo espírito ficou preso no quarto de motel após ela ser assassinada nos anos 1970. Quando Otávio (Felipe Rocha) vai ao mesmo lugar com um garota de programa, não tem uma boa performance e Zoraide surge e os dois desenvolvem uma relação tumultuada com elementos que remetem ao passado dela.

A série tem ainda tramas como Pura Luxúria, em que os policiais Rubem (João Baldasserini) e Patrícia (Mariana Nunes) investigam a morte de um advogado, asfixiado depois de ir ao motel com uma dominatrix. A dupla tenta reconstituir o crime de maneira perigosa. Para o episódio, uma dominatrix de verdade foi escalada. Segundo a produtora executiva, os acessórios da profissional chamaram a atenção. “Ela distribuiu o cartão para todo mundo do set.”

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