Reality 'Adotada' mostra jovem em rodízio de famílias

Maria Eugênia Suconic percorre o País para passar uma semana como filha na casa de desconhecidos em novo programa da MTV

João Fernando, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2014 | 03h00

 De tanto observar os vizinhos pela janela, Maria Eugênia Suconic arranjou uma maneira de participar da vida alheia e, de quebra, arranjar um canto na residência dos desconhecidos. A partir desta terça-feira, às 21h30, ela será vista na MTV em Adotada, reality em que, a cada semana, passa a viver com uma família em que é tratada como filha.

"Na primeira, entrei achando que fossem me estrangular. Fui morrendo de medo", confessa a modelo e produtora de moda, de 27 anos, vista recentemente no Papito in Love, programa em que o cantor Supla, seu ex-namorado, tentava encontrar um novo amor. No primeiro episódio, ela chega à casa de uma família na zona norte de São Paulo. O núcleo é formado por três filhos que, ao lado do pai, não param de fazer brincadeiras machistas, deixando a mãe acuada. 

Ao ser inserida no grupo, Maria Eugênia rebate parte das declarações e também os provoca. "Não tenho papas na língua e falo o que penso. Algumas pessoas não entendem. Mas não sou grosseira, vou até o meu limite", explica. No decorrer dos blocos, a paulistana vai revertendo o quadro, embora sua missão seja apenas mostrar o dia a dia dos anônimos. "Não sou a Supernanny, não estou entrando para arrumar a casa de ninguém", disse ao Estado.

Cada um dos 13 episódios, criados pela produtora Fremantle, tem uma aventura diferente. "Lutei MMA e vendi acarajé na favela", revela. Ao desembarcar em Salvador para uma temporada em uma comunidade pobre, houve preocupação. "O taxista falou 'favela perigosa. Lá, morrem uns três por dia'. Pensei que desceria e roubariam as minhas malas. Ouvia qualquer barulho e queria sair correndo."

Entre as experiências curiosas está a semana em que Mareu, seu apelido, fez trabalho braçal com enxada em Noiva do Cordeiro, comunidade no interior de Minas Gerais em que os homens ficam fora de segunda a sexta e as mulheres executam diferentes tarefas e coordenam uma produção de lingeries. "Fiquei com a mão cheia de bolhas. Tem de ser muito macho para trabalhar na roça”, opina ela, que também organizou um desfile com as peças produzidas por lá “no estilo Victoria’s Secret".

Próximo a Ilhabela, Maria Eugênia foi atacada por mosquitos e passou por rituais xamânicos em uma comunidade alternativa, onde havia até ponto para esperados pousos de discos voadores. “Mudou a minha vida. Hoje, nem sei mais em que acredito”, entrega a ruiva, que recebeu um sinal ao aparecer por lá. “Cheguei e a galinha botou um ovo na minha mão. O cara (líder da comunidade) falou: 'Você é iluminada'", relembra.

Ao deixar cada uma das casas, a jovem entrega uma carta escrita à mão, em que conta como se sentiu e opina sobre o que cada família poderia fazer para melhorar a convivência. "Tento sair logo. Vai que a pessoa quer me socar", diverte-se. Em parte dos casos, ela nem sempre se adapta às regras locais. "Não suporto gente mandando em mim, mas estou aberta à argumentação", jura. Com apenas duas casas para terminar as gravações, ela diz já sentir falta. "Agora, quero ser adotada em todos os lugares. Até no Japão."

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