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Novos episódios de 'Ash vs Evil Dead' têm sangue, suor e risos

Na 2ª temporada, série mostra o pai de Ash, vivido pelo astro Lee Majors, de 'O Homem de Seis Milhões de Dólares'

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

03 Outubro 2016 | 20h00

LOS ANGELES - Depois de passar 30 anos mais ou menos recluso num trailer, Ash (Bruce Campbell) retornou com força cult à televisão com Ash vs Evil Dead, um sucesso inesperado baseado no filme Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio (1981), de Sam Raimi, e em suas duas continuações, lançadas em 1987 e 1992. No período em que Ash passou longe das telas, ele estava sofrendo de uma espécie de estresse pós-traumático. Claro que tudo é tratado com muito sangue e risadas. “A série é muito profunda”, brincou Campbell em entrevista em Los Angeles. “Acho que o título da reportagem precisa ser esse.”

A série retornou para sua segunda temporada na madrugada de segunda, 3, no Fox Action (assinantes da Fox + podem assistir pelo app do canal). “Eu fiquei preocupado, sim, porque era muita expectativa, os fãs pediram a volta por muitos anos, mas poderia ter dado muito errado”, disse Campbell . “Mas foi tudo bem. Pena que não consigo mais fazer nada”, completou, fazendo piada. No ano passado, ele reclamou, em tom de brincadeira, das cenas de ação que tinha de fazer. “Eles vêm me dizer: Ash vai ser atropelado por um carro. Legal. Eu me oferecia para fazer, apesar de ter um dublê muito bom. Mas aí, depois da quarta tomada, percebia que decisão estúpida tinha sido! E não tinha mais como sair”, contou o ator de 58 anos. “Mas ainda aconteceu desta vez. Rompi o músculo adutor e tinha duas semanas de lutas para fazer. Acho que todo o mundo se divertiu me vendo fazer as cenas”, recordou ele.

A segunda temporada traz outra novidade: o pai de Ash aparece. E ele é interpretado por ninguém menos que Lee Majors, famoso na década de 1970 por O Homem de Seis Milhões de Dólares e A Mulher Biônica. “Ele passou algumas de suas características para Ash, como ser um pouco obsceno e mulherengo”, contou Majors. “Eu culpo Ash pela morte da minha filha e não consigo perdoar. Perdi meu negócio porque ninguém queria fazer negócio com o pai de Ash. Virei um ermitão. Quando se reencontram, há uma certa animosidade. Depois, eles ficam mais competitivos.” Campbell não esconde a empolgação. “Você gostaria de ter o Lee Majors interpretando seu pai? Claro que sim! Foi um grande momento. De todos os momentos miseráveis que nós, pobres atores, sofremos durante nossa carreira, este não foi um deles. Foi uma daquelas coisas sobre as quais você pensa: Ah, lembrei por que estou nessa indústria idiota.” Majors não tinha tanto interesse no gênero terror, mas acabou sendo seduzido pela combinação de sangue e risadas. “É incrível porque você pode fazer coisas terríveis com uma serra elétrica, mas com diálogos engraçados”, comentou Majors, de 77 anos.

A presença de um ícone da cultura pop como Lee Majors certamente há de despertar curiosidade nos fãs, que, na primeira temporada, ligaram a TV para ver Campbell e Lucy Lawless, que interpreta Ruby e ainda arrasta multidões em convenções graças a Xena: A Princesa Guerreira. O produtor Rob Tapert admitiu que a base de fãs foi fundamental para o sucesso da primeira temporada e que, para a segunda, era preciso melhorar. “Estamos contando melhor nossas histórias, encontramos nosso caminho. Muitas séries fazem uma primeira temporada para descobrir o que querem ser. Nós fizemos exatamente isso”, concluiu Campbell.

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