Mike Blake/ Reuters
Mike Blake/ Reuters

Netflix é acusada de glamourizar tráfico sexual de adolescentes com série 'Baby'

Produção é inspirada num escândalo em Roma no qual jovens teriam se prostituído para comprar roupas e celulares

Emma Batha, Reuters

12 Janeiro 2018 | 16h59

Sobreviventes de tráfico sexual exigiram nesta quinta-feira, 11, que a Netflix suspenda uma nova série chamada Baby, inspirada num escândalo sexual envolvendo adolescentes na Itália, acusando a empresa de normalizar o abuso contra crianças.

Em carta a executivos, eles acusam a Netflix de dois pesos e duas medidas por glamourizar a exploração sexual, semanas após ter despedido o ator Kevin Spacey, estrela de uma das suas principais séries, House of Cards, após alegações de má conduta sexual.

Baby, que vai ser produzida neste ano, é inspirada num escândalo em Roma no qual estudantes adolescentes teriam se prostituído para comprar roupas e telefones celulares.

O caso envolveu a exploração de meninas de 14 e 15 anos. A carta disse que oito traficantes foram presos, e o líder do grupo foi preso por 10 anos.

“A Netflix recentemente demitiu Kevin Spacey. Produzir agora um show que glorifica o tráfico sexual de menores e chamar isso de entretenimento ousado é o ápice da hipocrisia”, disse Lisa Thompson, vice-presidente do Centro Nacional sobre Exploração Sexual dos Estados Unidos.

A Netflix não estava imediatamente disponível para comentar.

 

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