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Musa de 'Sex and the City', Sarah Jessica Parker agora enfrenta separação em 'Divorce'

Atriz agora interpreta Frances, uma mulher casada há mais de uma década

Entrevista com

Sarah Jessica Parker

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

08 Outubro 2016 | 16h00

LOS ANGELES - Sarah Jessica Parker não só está de volta à televisão, como ao canal em que se consagrou como Carrie Bradshaw em Sex and the City. Mas, no lugar da solteira que tinha uma vida glamourosa enquanto procurava o amor em Nova York, ela agora interpreta Frances, uma mulher casada há mais de uma década com Robert (Thomas Haden Church), mãe de dois adolescentes e moradora de um subúrbio.

Logo no primeiro episódio de Divorce, que estreia na HBO à 0h03 do domingo (9) para segunda (10), durante uma briga homérica de sua amiga (Molly Shannon) com o marido (Tracy Letts) durante uma festa, ela diz a Robert que quer o divórcio. A série, com produção executiva da atriz, piloto escrito por Sharon Horgan (da série Catastrophe) e Paul Simms como showrunner, trata desse assunto como uma mescla de drama e comédia. “Sharon encontrou uma verdade que permite tanto o humor como a mais profunda tristeza”, disse a atriz em conversa com o Estado, em Los Angeles.

Como é voltar à TV?

É fantástico. Sempre expressei meu afeto pelo meio. Eu amo televisão. Amo suas limitações, a urgência, a velocidade em que temos de trabalhar. Adoro a oportunidade única de interpretar um papel por muito, muito, muito tempo. Adoro ser produtora de televisão. E é particularmente especial para mim estar de volta à HBO (mesmo canal de ‘Sex and the City’). Claro que a primeira temporada de uma série é recheada dos mais maravilhosos desafios. Estou tão acostumada a trabalhar com Michael Patrick (produtor de ‘Sex and the City’), tive de desenvolver uma linguagem com nosso showrunner Paul Simms, e esse foi o principal desafio.

Estava procurando uma nova série de televisão?

Não. Era apenas uma produtora em Divorce, não ia interpretar Frances. Só depois de muitos anos trabalhando no projeto é que percebi que todo o mundo achava que eu ia fazer Frances. Eu tive de dizer: “Eu vou interpretar Frances?”. Porque eu estava pensando em várias outras atrizes, que não vou mencionar agora (risos). Tive de pensar um pouco, porque era muita coisa produzir e protagonizar. Sabia quanto tempo, energia e comprometimento exigia, e o que isso significava para minha família. Mas foi difícil dizer não.

Sentiu a necessidade de provar que Divorce não é Sex and the City 2.0?

É engraçado, eu não pensei nisso como um peso. Quando começamos a conversar, logo entendi que esta questão ia existir. Mas, quando você analisa a personagem, ela é tão diferente, sua vida, suas escolhas, seus arredores, sua situação econômica. Sua relação com um homem, com a moda, com outras pessoas, suas amizades têm um tom muito diferente. Mas não fizemos isso para sermos diferentes. Porque aí é um beco sem saída. Tínhamos de contar nossa história sem ter isso na cabeça. Reconheço que ainda tenho a minha aparência e meu andar, então aquela pessoa se parece com a Carrie e também com a Frances. A narrativa é muito diferente. Havia uma frivolidade maravilhosa em Sex and the City que não existe aqui. Não estou na defensiva, me sinto confortável em destacar as diferenças.

Acha que a história de Divorce é mais trágica no fundo?

Ainda não tenho certeza se é trágica. É uma evolução. A jornada do divórcio pode ser longa e cansativa, e o resultado ainda não é conhecido. Claro que há as feridas provocadas por cada um dos cônjuges e os efeitos nos filhos, mas, quem sabe, talvez seja possível se recuperar. A primeira temporada não define se a história é trágica.

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