JUSTINA MINTZ/AP
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'Mad Men' se despede como um clássico

Série, que termina neste domingo, levantou dilemas éticos e apostou nas mulheres

AFP

16 Maio 2015 | 08h00

A série Mad Men se despede no próximo domingo após oito anos de um sucesso que a transformou num dos seriados que marcaram a história da televisão. Mas todos os olhares estão voltados para Don Draper: qual será o destino do protagonista?

O criador do programa, Matthew Weiner, cativou os telespectadores contando a história de uma agência de publicidade na Nova York dos anos 1960, que ao mesmo tempo foi reflexo da sociedade da época. Seus complexos personagens, sua estética, sua fotografia particular e o ritmo lento da narração lhe renderam quatro Globos de Ouro e 15 prêmios Emmy.

A série também triunfou ao colocar o dedo na ferida com temas como o sexismo e o racismo, dois problemas que os EUA seguem enfrentando.

Peggy Olsen (Elisabeth Moss) e Joan Harris (Christina Hendrix) são as principais personagens que encarnaram a luta da mulher para abrir novos caminhos no mundo do trabalho e ser valorizada por seus companheiros.

Mad Men entrará para a história porque “poucas vezes vimos uma mistura tão perfeita de personagens, temas e épocas”, explica à AFP o analista Paul Dergarabedian, da consultoria em redação cinematográfica Rentrak.

Seu ponto forte é levantar “continuamente dilemas éticos”, afirma Tom Nunan, professor do Instituto de Teatro, Cinema e Televisão da UCLA.

A série estreou nos Estados Unidos em 19 de junho de 2007, um mês depois que A Família Soprano, outro mito da televisão, se despediu dos fãs.

Mad Men arrebanhou uma fiel audiência desde o início e marcou o começo de uma nova era para o canal a cabo AMC, que depois viria exibir os sucessos Breaking Bad (2008-2013) e The Walking Dead (estreada em 2010). Foi o começo também da aposta dos canais na qualidade das tramas que revolucionou o panorama televisivo, impulsionado pela do Netflix.

Nos últimos capítulos, Don Draper (interpretado pelo ator Jon Hamm) aparenta ser o atraente e sedutor publicitário de sempre, que levou a agência Sterling-Cooper ao topo, mas que no fundo está mais só do que nunca.

“Não devo nada a ninguém”, afirmou Weiner na quinta-feira ao jornal The New York Times. “Fizemos esforços diligentes para surpreender e agradar (fãs) e operar as máquinas de contar essa história.” Tudo é possível no episódio 92, intitulado Person to Person (De pessoa a pessoa, em tradução livro para o português). 

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