Divulgação
Divulgação

M. Night Shyamalan estreia na televisão com suspense e aventura

Diretor de ‘Sexto Sentido’ e ‘Sinais’ é o produtor executivo da série ‘Wayward Pines’, estrelada pelo ator Matt Dillon

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

10 Maio 2015 | 03h00

M. Night Shyamalan surgiu como um dos mais promissores diretores/roteiristas de Hollywood, já no início dos anos 2000. Um punhado de filmes capazes de criar suspense contemporâneo, aterrorizante e, além de tudo, muito real. A safra mais recente do indiano criado na Filadélfia pode não ser das mais instigantes, mas ele não deixa de chamar atenção para o que quer que faça. Wayward Pines não é diferente. Em sua primeira aventura na televisão, Shyamalan busca entender como levar seu estilo bastante característico para um produto tão diferente como uma série de TV.

Wayward Pines estreia no Brasil e nos Estados Unidos, simultaneamente, no dia 14 de maio, no canal por assinatura Fox. No Brasil, o seriado será exibido às quintas-feiras, às 22h30.

" SRC="/CMS/ICONS/MM.PNG" STYLE="FLOAT: LEFT; MARGIN: 10PX 10PX 10PX 0PX;

 

Shyamalan assina como produtor executivo do projeto, mas também emprestou seu nome ao dirigir o primeiro episódio da série chamado Where Paradise Is Home. A presença dele também deve ter sido responsável por arrastar uma boa quantidade de nomes do cinema para essa aventura televisiva. Três deles são indicados para o Oscar: Matt Dillon (por Crash – No Limite), Juliette Lewis (por Cabo do Medo) e Terrence Howard (Ritmo de Um Sonho). Ao lado deles, estão gente como Carla Gugino (Watchmen), Toby Jones (Harry Potter, Capitão América e Jogos Vorazes) e Shannyn Sossamon (Coração de Cavaleiro).

A história desenvolvida por M. Night Shyamalan e pelo criador Chad Hodge, também responsável por séries pouco populares como The Playboy Club (2011), é baseada no livro Pines, lançado recentemente no Brasil pela editora Planeta. É a primeira parte de uma trilogia escrita por Blake Crouch, que chegou a figurar entre os best-sellers do jornal The New York Times, com o lançamento da última parte da história.

Na dedicatória do primeiro livro, na edição brasileira, o autor define muito do que deve ter incentivado Shyamalan a entrar no projeto: “Para fãs de Twin Peaks, Arquivo X e Ilha do Medo”. Duas séries de suspense, mistério, e um filme de Martin Scorsese que brinca com a realidade e ilusões criadas por crises mentais.

Tudo gira em torno do personagem de Matt Dillon, o agente especial Ethan Burke. Há um certo clichê aqui e ali por se tratar da figura de um investigador. Diálogos pouco criativos com o parceiro, frases prontas e uma atuação um tanto travada de Dillon, ao menos no episódio de estreia visto pelo Estado. A trama, por sua vez, conduz o espectador por um universo intrincado. Passado e presente se entrelaçam, enquanto Burke busca respostas para um infindável número de questões atormentadoras. Onde estão os agentes especiais os quais ele deveria encontrar? O que aconteceu com o parceiro dele? Como ele foi parar em Wayward Pines? E que cidade é aquela?

Grande parte das iscas já é jogada logo no primeiro episódio, que dura pouco menos do que uma hora, e tudo deve ter resposta ainda na primeira temporada. Limitando o número de episódios a dez, a série se previne de cair na vala dos capítulos “filler”, aqueles que não acrescentam nada ao arco principal. Shyamalan, desta vez, tem tempo para desenvolver o suspense do qual ele tanto gosta. Só não pode se perder – de novo.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.