Legista vai à cena do crime?

Crossing Jordan, Universal, TER 23h

O Estado de S.Paulo

29 Julho 2007 | 01h46

Na série Crossing Jordan, em cartaz no Universal Channel, a protagonista Jordan Cavanaugh (Jill Hennessy) é uma legista que auxilia a polícia de Boston a prender criminosos. Até aí, tudo bem. O problema é que a moça vira e mexe sai a campo com os investigadores, arma em punho, atrás dos bandidos. Isso faz parte do trabalho de um legista? Por falar em peritos, em Crossing Jordan e também em CSI (no ar na Sony) e em suas versões Miami e NY (em cartaz no AXN), os profissionais coletam o material, examinam e, rapidinho, obtêm o resultado - seja de sêmen, de DNA, de ossos... Será que os exames de um prova assim costumam dar resultados tão imediatos? Norma Bonaccorso, perita criminal do laboratório de DNA do Instituto de Criminalística de São Paulo "No Brasil, o policial que recolhe provas na cena de um crime não é o mesmo que analisa essas evidências no laboratório. Há algumas equipes do DHPP em que delegados, policiais e peritos chegam juntos à cena de um crime e funciona, mais ou menos, como em CSI. No caso de um homicídio, o perito que vai à cena do crime faz uma análise externa do corpo e o legista comprova essa avaliação e faz a necrópsia. Acho que essas séries dão uma boa visão do trabalho dos peritos, mas nos EUA é diferente. Quando estive em um laboratório, na Flórida, vi que eles contabilizavam apenas 11 homicídios por ano. O volume aqui, infelizmente, é muito maior. A única coisa que é diferente e ilusório é o tempo dos resultados dos exames. Por exemplo, aqui no laboratório de DNA, às vezes levamos semanas para analisar um osso. A TV mostra o processo, mas de uma maneira bem simplificada."

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