Robert Galbraith/Reuters
Robert Galbraith/Reuters

'Gostaria que Tommen matasse a Cersei ou o Joffrey', diz Dean-Charles Chapman, de 'Game of Thrones'

Ator foi a estrela solitária de um painel sem fôlego da HBO na Comic Con 

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

07 Dezembro 2017 | 20h54

Um dos poucos corações puros do reino de Westeros, o continente fictício voltou para se despedir dos fãs. Era claro, inclusive para Dean-Charles Chapman, que seu personagem, o Rei Tommen Baratheon, não sobreviveria naquele ambiente arisco e flamejante de Game of Thrones. E, ao fim da sexta temporada, exibida pela HBO no ano passado, seu personagem perdeu a vida. E Chapman seguiu com a dele. 

Seguiu tanto a ponto de não ter passado dos primeiros episódios da sétima e mais recente temporada da série, em entrevista concedida ao Estado, antes de subir ao pouco do principal auditório da Comic Con Experience, nesta quinta-feira, 7. 

“Estive muito ocupado”, desculpou-se, ao explicar que passou boa parte de 2017 filmando cenas para The Commuter, um filme protagonizado por Liam Neeson. “De forma geral, fui atingido por alguns spoilers. Sei algumas coisas, como a morte do Mindinho (Aidan Gillen), sei sobre Jon (Snow, vivido por Kit Harrington) e Dany (Targaryen, interpretada por Emilia Clarke). Mas fugi o máximo que eu pude”. 

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Na entrevista ou no painel, Chapman se mostra um garoto de 20 anos e poucas palavras. Até parecido com Tommen, seu segundo personagem na série (ele havia feito uma ponta como outro personagem, também morto). “Morri duas vezes na série. É um privilégio”, brincou. 

O fato, contudo, é que Game of Thrones está em entressafra com o final da sétima temporada, neste ano. O oitavo e último ano está em fase de produção e filmagens, o que impediu a vinda de intérpretes de personagens mais importantes - e que continuem vivos. Sem a possibilidade de revelar sequer a data de estreia do oitavo ano (sabe-se que deve ocorrer em 2019), restou à emissora trazer o simpático guri cujo personagem só se sobressaiu pela bondade item caro em Game of Thrones

“Já participei de convenções assim, mas nunca sozinho. Será interessante”, disfarçou.

No fim, até o público foi menos receptivo. Nas perguntas direcionadas à plateia, pouca gente se manifestou. O próprio ator entendia que era uma responsabilidade muito maior do que a que ele deveria ter. Não é por acaso que, nas cenas dele exibidas no telão, na maioria das vezes, o personagem entrava mudo e saía calado - eu grande momento foi o suicídio, quando descobriu que a esposa havia morrido numa explosão orquestrada pela mãe dele. 

“Eu gostaria que, pelo menos, o Tommen tivesse matado alguém. Sei lá. A Cersei ou o Joffrey. Alguma pessoa só. Ou que tivesse se tornado malvado, como o irmão”, disse. 

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