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'Gainsbourg - O Homem que Amava as Mulheres' é atração do canal Arte1

Flavia Guerra - O Estado de S. Paulo

09 Julho 2014 | 09h 00

Filme narra a trajetória do filho de imigrantes russos que se tornou ícone da moderna música francesa

Da infância fugindo dos nazistas em plena Segunda Guerra à vida boêmia em clubes noturnos de Paris nos anos 60, passando pelos casos com mulheres lindas e famosas até chegar à fama mundial, Gainsbourg - O Homem que Amava as Mulheres é uma fábula moderna sobre um dos maiores ícones da música e da cultura pop contemporânea.  O filme tem sessão nesta quarta-feira no canal Arte 1, às 20h30, e é dirigido pelo ilustrador francês Joann Sfar, que fazia em 2010 sua estreia como cineasta e roteirista. A história revela como o jovem que adorava criar desenhos eróticos e pintar deixou a carreira nas artes plásticas para mergulhar no universo musical e na vida boêmia dos clubes parisienses. 

Divulgação
Brigitte Bardot (Laetitia Casta) e Eric Elmosnino (Gainsbourg) em cena do longa

Serge Gainsbourg não era exatamente um galã, mas tinha carisma inigualável e, aos poucos, foi conquistando tanto o coração dos fãs com suas canções e seu dedilhar de piano quanto o coração de divas como Brigitte Bardot , Juliette Gréco e Jane Birkin, com quem foi casado e teve uma filha, a atriz Charlotte Gainsbourg. 

No papel do cantor, filho de imigrantes judeus russos, está o ator Eric Elmosnino. Seu trabalho foi tão convincente que ele levou o prêmio de melhor ator no Festival de Tribeca de 2010, em Nova York. Já Bardot é vivida pela modelo Laetitia Casta, que protagoniza uma das cenas mais sensuais do longa, em que dança com um lençol branco enquanto o cantor toca piano. 

O subtítulo do filme, ‘o homem que amava as mulheres’, não é obra do acaso. Gainsbourg morreu em 1991, mas o mito vive. De Je t’aime mois no plus, canção ícone da liberação sexual dos anos 70, em que ele divide os vocais com Birkin, até sua face mais romântica, o cantor sempre foi um homem que amou e foi amado pelas mulheres.