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Cultura » Em 13 anos, TV Globo perde 41% e SBT, 22%; Record cresce 357%

Televisão

RAPHAEL DIAS/DIVULGAÇÃO
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Cristina Padiglione

30 Dezembro 2015 | 03h00

Um gráfico produzido pela Record para uso interno traça um panorama da audiência das redes de TV na Grande São Paulo entre 1993 e 2015 (até domingo, 27/12). No quadro, montado com base nos números do Ibope (agora chamado Kantar Ibope), as emissoras aparecem da seguinte forma no período, considerando a programação diária, das 7h à 0h:
TV Globo – 23,5 pontos (1993) e 13,8 pontos (2015, até 27/12): 41% de queda;
SBT  – 8,0 pontos (1993) e 6,2 pontos (2015, até 27/12): queda de 22%;
TV Record – 1,5 ponto (1993) e 6,8 pontos (2015, até 27/12): 357% de crescimento;
TV Bandeirantes – 2,8 pontos (1993) e 2,3 pontos (2015, até 27/12);
TV Manchete – 1,5 ponto em 1993 e, já como RedeTV! 0,8 ponto em 2015.
A Record fecha o ano com metade da audiência da Globo, mas ostenta o porcentual de crescimento. Usa o calendário de 1993 como referência porque é o primeiro ano fechado da medição de audiência por people meter, aparelho que capta dados em tempo real – ainda que a mostra do painel fosse bem menor. Convém resgatar, no entanto, que em 1993, a Record ainda estava no fundo do poço que motivou sua troca de mãos três anos antes, das famílias Machado de Carvalho e Abravanel, para Edir Macedo. Da mesma forma, não se pode negar que 2015 foi um ano e tanto para a emissora, graças a Os Dez Mandamentos e à estratégia que favoreceu também o Jornal da Record, além da injeção de ânimo trazida por Xuxa.
Em tempo: 1 ponto de audiência na região valia 40 mil domicílios em 1993. Em 2015, 1 ponto valeu 67 mil lares.
Só falta falar. Luiz Henrique Rios dirige Juliana Paiva na 3ª etapa do concurso Garota Totalmente Demais, na novela das 7 da Globo. A prova é um comercial de perfume, mas Cassandra, a personagem, não decora o texto e, na edição, acabam apelando para um locutor.
1 ponto de audiência na Grande São Paulo passa a valer 69,4 mil domicílios
Como tem feito ano a ano, a Kantar Ibope Media atualiza, a partir do 1º dia do ano, a representatividade do ponto de audiência nas 15 regiões em que mensura o público de TV, com base nas novas estimativas populacionais. A coluna antecipa aqui que, a partir de  amanhã, 1 ponto na Grande São Paulo salta dos atuais 67 mil domicílios para 69.417; na Grande Rio, o ponto, hoje válido para 42.293 endereços, será ampliado para 43.346. E no Painel Nacional de TV (PNT), 1 ponto representará 240.886 lares (ante 233.400 em 2015).
O Ibope também anuncia a inclusão de seis municípios que passam a ser mensurados nas regiões metropolitanas de Fortaleza e Porto Alegre. E promete antecipar a entrega diária de alguns bancos de dados aos clientes.
O que a  concorrência não faz? A Gfk, que chegou ao País para medir audiência, ainda não mostrou seus números, mas já mostrou como pode motivar uma empresa que até então gozava de monopólio absoluto no seu ramo.

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