'É bem mais estranho do que me ver no cinema’, diz ator de 'Defiance'

Grant Bowler fala sobre o jogo baseado na série

João Fernando, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2014 | 19h22

Trabalhar rodeado por alienígenas não causa espanto no protagonista Grant Bowler. Nem o fato de terem casos extraconjugais com seres do mesmo sexo. Em entrevista exclusiva ao Estado, o ator neozelandês de Defiance dá suas impressões sobre a série que mistura elementos de ficção científica com drama e de se ver transformado em videogame.

A segunda fase começou com cenas em que Nolan bate e apanha mais. O fato de a cidade de Defiance ter mudado de comando deixou a série mais violenta?

Não sei se há mais violência, mas eles (República da Terra) têm muitas regras que não havia antes. É uma questão de 'Você quer ser comandado ou quer tomar as próprias decisões?'. E as consequências disso, uma discussão sobre o valor da liberdade dos cidadãos (contra o novo governo).

Na primeira temporada, Nolan é um mercenário que aceita defender a cidade e torna-se uma autoridade. Após as mudanças, ele será odiado pela cidade?

Ele é o tipo de cara que se faz útil. Se ele tiver algum talento, descobre o que as pessoas precisam e negocia para a própria vantagem. A relação dele com a cidade vai mudando.

A trama tem guerra nuclear, alienígenas e romance. Qual foi a sua impressão ao ver o roteiro?

O que me espantou é que eu não havia escutado uma história como essa antes. Defiance é uma mistura de ficção científica com faroeste apocalíptico. Foi bem original para mim. A segunda coisa é a relação de Nolan com a filha. É o relacionamento desse tipo mais interessante que já vi.

Além das relações entre ETs e humanos, há ainda romances homossexuais com alienígenas. Como você acha que o público reagiu à história?

É interessante. O mesmo preconceito está aí. É uma oportunidade de falar. Talvez as pessoas sintam que não é permitido tocar no assunto, ficam cheias de dedos para falar. Na ficção científica, podemos falar à vontade, parece mais seguro.

Como é ficar rodeado por aqueles seres estranhos ao gravar?

Eu me sinto encantado. Atuar é fingir e fazer os outros acreditarem. Quando você está cercado por essas criaturas é mais fácil fazer acreditar. É uma fantasia. Rodamos muitas cenas em fundo eletrônico e algumas no cenário. Adoro andar por lá e me deparar com os alienígenas diferentes fazendo compras. Eu nunca tive pesadelo com ele. A Stephanie (Leonidas) tem isso sempre.

Hoje, as séries de drama fazem muito sucesso. Você sente alguma discriminação no mercado por estar em uma produção de ficção científica?

Não. Guerra nas Estrelas, Blade Runner e ET são alguns dos maiores filmes de todos os tempos. Hoje, tem Distrito 9, Elysium. São fenomenais.

Qual foi a sensação de ver você mesmo em um videogame?

Eu gravei todos os movimentos, ele caminha como eu. É bem estranho ver. Eu joguei e me encontrava no meio jogo. É bem surreal. É bem mais estranho do que me ver no cinema, pois eu não tenho controle sobre os movimentos. Quando eu atuo, controlo as mãos, a voz. É esquisito. Meus filhos acham hilário.

Eles assistem à série?

Não. São muito novos.

* O REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DO CANAL SYFY

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