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Diretora comemora o sucesso de 'Pé na Cova' e nova 'Escolinha'

- Atualizado: 04 Fevereiro 2016 | 04h 00

Cininha de Paula fala do sucesso da série escrita por Miguel Falabella; última temporada vai ao ar às quintas

O ano de 2015 foi especialmente gratificante no campo profissional para a diretora Cininha de Paula. Ela se dedicou intensamente à última temporada da série Pé na Cova, da qual é diretora-geral, que vai ao ar agora, às quintas-feiras na Globo, até 7 de abril, com a presença de Marília Pêra em todos os episódios. É que, mesmo frágil fisicamente, a atriz, que morreu em dezembro, encarou as gravações com devoção no papel da memorável Darlene. Além disso, Cininha voltou ao comando da Escolinha do Professor Raimundo, desta vez o remake, com um novo elenco, liderado por Bruno Mazzeo, filho de Chico Anysio, prestando homenagem ao time original do programa. 

Sobre o sucesso de Pé na Cova, de Miguel Falabella, que estreou em 2013 trazendo para o primeiro plano uma família fora dos padrões tradicionais, a diretora acredita no fator identificação do público. “De uma certa forma, todos nós nos identificamos, porque temos nas nossas famílias uma pessoa a ser tolerada e aceita”, diz Cininha, em entrevista ao Estado, por telefone, do Rio. Para ela, a série é regida pela tolerância. “A família se tolera, com seus defeitos, suas qualidades, e tem uma coisa de estrutura familiar, de amor”, pondera. “O amor vem à frente de qualquer das diversidades sexuais, de caráter, do alcoolismo, da doença mental. Isso pega qualquer classe social.” 

Cininha de Paula
Cininha de Paula

Cininha confirma que o protagonismo de Marília Pêra nessa reta final da série já era previsto por Falabella. “Ele sempre estruturou com muita antecedência o que ia fazer em cada temporada.” E como foi para Marília esses últimos momentos de gravação? “Vou dizer uma coisa para você: é como se nada estivesse acontecendo, como se estivesse absolutamente normal como sempre foi. Dificuldade física às vezes, porque ela estava meio enfraquecida e com muita dor no quadril”, lembra. “Ela é uma atriz tão intensa, tão boa – não consigo nem colocar no passado, a atriz está aí para todo mundo ver –, tão comprometida com seu trabalho que, para nós, não houve diferença nenhuma. A não ser no finalzinho, as dificuldades dolorosas de locomoção, mas que não influenciaram em absolutamente nada, nem na disciplina dela como atriz. E, quando digo disciplina, é porque nunca vi Marília Pêra esquecer uma linha, titubear ou deixar de entender algo que ela estivesse se propondo a fazer, isso em todos os trabalhos. Vejo ela muito inteira em tudo, o tempo todo.” 

Já sobre o sucesso da nova versão da Escolinha do Professor Raimundo, que foi exibida no canal Viva no fim do ano passado e, até recentemente, nas tardes de domingo na Globo, Cininha o atribui em alta conta ao elenco, “o amor que cada um depositou em suas personagens, o carinho e a vontade de acertar para homenagear”. “Já é 50% de acerto”, diz. Cininha, que dirigiu o humorístico com seu tio Chico Anysio vestindo o jaleco do professor Raimundo, sentiu o peso do desafio com o remake. Primeiro se desafiar, ela diz, e depois achar as pessoas certas para fazer os personagens – e a semelhança física nem foi o fator preponderante para isso –, acertar os textos. “E dar coragem ao Bruno (Mazzeo) de se arriscar nisso, porque não é fácil, o elemento comparativo vem junto”, afirma a diretora, que se recorda de ter chamado, por três vezes, Bruno pelo nome do pai durante as gravações, já que os dois ficaram muito parecidos como Raimundo Nonato.

E haverá uma nova temporada da Escolinha? “Vai ter, não sei quando nem quantos episódios nem quando vai ao ar. Existe essa vontade da Rede Globo e do Viva. Vamos começar a trabalhar para isso.”

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