Após 10 anos, Série 'Lost' mantém legado

Após 10 anos, Série 'Lost' mantém legado

Enigmas e narrativas complexas ainda intrigam fãs

Celso Filho, O Estado de S. Paulo

20 Setembro 2014 | 16h00

Há dez anos, o voo 815 da Oceanic Air desaparecia no Pacífico Sul, durante uma viagem entre Sydney e Los Angeles. O fato fictício deu início a um drama que atrairia a atenção de milhões de espectadores em todo o mundo tentando desvendar os mistérios da ilha de Lost.

Criada por J.J. Abrams - ao lado de Jeffrey Lieber e Damon Lindelof -, a bem-sucedida série do canal ABC chegou a atingir uma média de audiência de 15 milhões de telespectadores somente nos EUA. Também aclamado pela crítica e pela academia, o programa conquistou títulos nas principais premiações da TV norte-americana, como o Emmy e o Globo de Ouro.

Mas certamente a maior herança das seis temporadas da série é o legado deixado aos fãs e a outras produções televisivas. O uso de enigmas, dilemas existenciais, realidades paralelas, flashbacks e flashforwards (processo inverso) nas produções de TV nunca mais foi o mesmo depois do ‘efeito Lost’. 

Pouco antes do fim da série, em 2009, a ABC tentou sem sucesso engatar a trama Flashforward. Baseado no livro homônimo de Robert J. Sawyer, o enredo se passa depois de toda a população mundial sofrer um apagão e ter flashes de sua vida no futuro. O programa tinha até a participação de Dominic Monaghan - que interpretou o personagem Charlie Pace em Lost -, mas não chegou a passar da primeira temporada.

A nova aposta de sucessor é a produção de Damon Lindelof deste ano pela HBO, The Leftovers. Adaptação do livro do romance de Tom Perrota, a série aborda o drama dos personagens depois de 2% da população ter desaparecido - em referência à partida repentina do apocalipse bíblico.

Enquanto não chega um sucesso à altura, Lost continua a intrigar o público. Seus mistérios ainda perpetuam na internet em inúmeras teorias e fóruns de discussão. 

O fascínio é tanto que centenas de fãs estão, neste fim de semana, reunidos na ilha de Oahu, no Havaí - principal locação da série. O evento chamado Lost 2014 tem uma programação com passeios guiados, festas e a presença do ator Jorge Garcia, que interpretou o simpático personagem Hurley Reyes. Em São Paulo, admiradores também organizaram o Dharma Day, em uma faculdade na Vila Mariana.

Super fã ou não, para quem seguiu a série, a sensação é de que os 121 episódios não foram suficientes para entender a complexidade de narrativas que os roteiristas criaram - e certamente nem mesmo eles possuem as respostas. 

Este ano, durante um reencontro da equipe, Lindelof e Cuse chegaram a comentar que existe a possibilidade de um retorno da série. Enquanto isso não acontece, continuamos intrigados, sem descobrir totalmente o que era a ilha, a Iniciativa Dharma ou todos os mundos paralelos criados. Mas uma coisa é certa: todos os fãs continuam órfãos de Lost.

Mais conteúdo sobre:
Lost

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.