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Paulo Gustavo reestreia em São Paulo o espetáculo '220 Volts'

Ator traz as personagens mais 'bombadas' do programa

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Luiz Carlos Merten,
O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2016 | 19h44

Paulo Gustavo está feliz da vida comemorando os 3,4 milhões de espectadores que fez com Vai Que Cola - O Filme. Logo, logo, ele começa a filmar Minha Mãe É Uma Peça 2, para estrear no fim do ano. Paulo pertence ao time dos pesos pesados nas bilheterias do cinema brasileiro, um time seleto que inclui Ingrid Guimarães, Fábio Porchat e Leandro Hassum. Todos fazem cinema e TV, Porchat e ele não desistem também do teatro. Paulo Gustavo reestreou na sexta, 8, em São Paulo a montagem de 220 Volts que vem percorrendo o País há um ano. No palco do Tom Brasil, de sexta a domingo, até dia 24, ele retoma os personagens preferidos do programa do Multishow.

Os personagens, não - ‘as’. A peça é centrada em seis figuras de mulher. A Mulher Famosa, a Feia, a Vagaba, etc. Paulo adora fazer humor em cima de estereótipos femininos. “Fui criado por mulheres, não tive muitas referências masculinas. Para mim, mulher dá sempre pano para mango. E é mais divertida que homem.” E ele acrescenta que o público sempre pedia a volta do programa. “Resolvi fazer o espetáculo trazendo as figuras mais queridas, as mais bombadas.” A produção agrega valores - um dos figurinos, criado por Fause Haten, é composto por 60 mil cristais Swarovski, as perucas são importadas. Podre de chique. Paulo Gustavo relativiza.

“Os cristais não são Swarovski e as perucas são importadas porque comprei em Nova York. Tem uma de US$ 30, outra de US$ 8, a mais cara custa US$ 150.” Mas ele promete embasbacar sua plateia com o efeito ‘Beyoncé’. Os figurinos da ‘celebridade’ são inspirados na estrela, “cabelo voando e tudo”. Cada espetáculo de Paulo pretende ser único. “220 é diferente de Hiperativo, que já era diferente de Minha Mãe”, ele conta. “Minha Mãe era um solo que criei imitando os trejeitos de minha mãe. Hiperativo é uma stand-up que terminei fazendo por pressão dos amigos. Eles sempre dizem que faço stand-up na vida - no restaurante, no mercado, aonde quer que vá. E o 220 é um megashow. Comigo, são dez pessoas em cena. Só dançarinos, são seis.”

Um destaque muito especial vai para a participação de Marcus Majella. Paulo Gustavo e Fil Braz escreveram um personagem especialmente para ele. “Disse para o Marquinhos que, se ele não fizesse, o personagem caía.” E quando o repórter diz que Majella está em seu pé e, com certeza, foi fundamental para o êxito de público de Vai Que Cola - O Filme, ele não deixa por menos - “E eu quero mais que continue (no meu pé). Marquinhos é meu amigo de escola, a gente se formou, fez o 220 Volts e estamos no Vai Que Cola juntos. É uma referência de humor para mim e um amigo maravilhoso que quero levar para toda a vida.”

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