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'Guerrilheiras' estreia com programação sobre arte e o feminino

- Atualizado: 15 Janeiro 2016 | 16h 29

Peça estende a missão de desbravar o universo feminino e tem novo projeto nas margens do Brasil

Durante o mergulho na histórica região do Araguaia o espetáculo Guerrilheiras, ou Para a Terra Não Há Desaparecidos bebeu na fonte do conflito armado ocorrido em 1967 na região do Pará e Tocantins durante ditadura militar.

No campo de batalha, entre eles, muitas mulheres, contra cinco mil homens do Exército. O recorte feito enquadra a história das combatentes femininas. O projeto idealizado por Gabriela Carneiro da Cunha e dirigido por Georgette Fadel levou a equipe por duas semanas no local.

No ano passado, a peça teve uma breve pré-estreia no Itaú Cultural e agora entra em cartaz nesta sexta-feira, 15, no Sesc Belenzinho, Rua Padre Adelino, 1.000, junto com a série de palestras Arte - Substantivo Feminino.

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O projeto inicial ganhou desdobramento neste ano com uma nova empreitada, agora no Rio Xingu, anuncia Gabriela. “Partimos da reportagem de Eliane Brum sobre a Usina de Belo Monte e viajaremos para lá. A intenção é que não termine com a realização de uma peça apenas”, conta a atriz.

Agora com direção de Maria Thais, a equipe vai adentrar a região e conhecer o cotidiano de famílias que foram atingidas pela construção da obra. “Foi uma coincidência. Eu vinha pensando em um trabalho parecido”, conta a diretora. Como foi em Guerrilheiras, Maria diz que o objetivo é olhar para a vida dessas pessoas mas sem querer substituir a voz delas. “É um compromisso ético e poético de artista. E isso segue para toda a vida.” 

Programação:

Mulher e Resistência 

21/1, às 20h. Tema: Quem são as guerrilheiras de agora? Com a atriz Roberta Estrela D’Alva, 

diretora Georgette Fadel

Mulher, realidade e poética 

28/1 às 20h. Tema: A criação do espetáculo e a história política brasileira. Com Maria Thais, a dramaturga Grace Passô e a artista visual Berna Reale

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