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JF Diorio|Estadão

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Clássicos do Queen são destaque de musical

Elenco nacional de 'We Will Rock You' já se aprofunda na história

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Ubiratan Brasil,
O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2016 | 19h15

Ao entrar no10x21, espaço localizado na Pompeia e utilizado por diversas produções para seus primeiros ensaios, o visitante mergulha na nostalgia. Em uma das salas, é possível ouvir a batida forte e ritmada de Under Pressure. Em outra, a melodia tocante de Love of My Life derruba qualquer durão. Todo o ambiente parece respirar ao som da banda Queen. Trata-se, na verdade, dos últimos ensaios do elenco brasileiro de We Will Rock You, musical inspirado nas famosas canções da banda britânica e que estreia na segunda quinzena de março, inaugurando o novo Teatro Santander.

“Logo todos ficarão surpresos quando descobrirem a vibração que é unir o musical a um show de rock”, comenta Almali Zraik, produtora do espetáculo. Ela acompanha diariamente a evolução do grupo, que trabalha todos os detalhes com o diretor alemão Uwe Petersen e o coreógrafo associado Philip Comley. “A vibração tem de ser a mesma de um show, mas não podemos nos esquecer que se trata de teatro”, ensina Petersen, dono de rara paciência na orientação do elenco.

Lançado em 2002 em Londres, WWRY, como é chamado o musical, traz canções do Queen e texto do comediante Ben Elton. A ação se passa no futuro, no iPlanet, onde todos os instrumentos musicais são proibidos – as canções são geradas por downloads. Não há espaço para a imaginação. Isso incentiva o surgimento dos rebeldes, os Bohemios, que acreditam na existência de uma época de ouro, quando era permitido formar bandas e escrever as próprias canções. Eles chamam esse tempo de Rhapsody.

“É um musical com forte pegada do rock, o que vai atrair também os fãs do Queen”, acredita Alírio Netto, que vive Galileo, o herói da trama e uma referência a uma das mais famosas músicas do Queen, Bohemian Rhapsody. Dono de um dos agudos mais possantes do musical brasileiro, ele tem experiência de palco por ter sido vocalista da banda Khallice. “Na verdade, virei cantor por causa da admiração que tenho por Freddie Mercury”, admite ele, que terá como alternante outro grande ator de musical, Beto Sargentelli.

Professor de canto, Alírio ajuda os colegas de elenco com dicas preciosas. “Ele aponta detalhes que nem sempre notamos”, comenta Livia Dabarian, que vive Scaramouche, outra rebelde. “Aliás, ela é contestadora por natureza, além se ser muito sarcástica. Em cena, nosso maior desafio será fazer com que o público não só reconheça as canções, mas que pense nas letras como parte da história.”

Daí a importância de se trabalhar com os diretores da montagem original, acredita Felipe de Carolis, que vive Toca. “É o mais desafiador, pois eles conhecem bem a linguagem do musical”, conta o ator, que volta ao musical depois de bem-sucedidas temporadas do drama Incêndios. “Meu personagem é mais velho, assim estamos adaptando.”

 

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