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Balé da Cidade volta a se apresentar em São Paulo

- Atualizado: 29 Março 2016 | 19h 23

Grupo retorna da turnê europeia e se apresenta acompanhada pela Sinfônica Municipal e pelo Quarteto de Cordas

Após 35 dias de turnê pela Europa, o Balé da Cidade de São Paulo está de volta ao Brasil e faz, a partir desta quarta, 30, apresentações no Teatro Municipal. Mas o grupo não estará sozinho em cena – contará com a presença da Orquestra Sinfônica Municipal, comandada por Eduardo Strausser, e pelo Quarteto de Cordas da Cidade.

Estas apresentações serão as primeiras da temporada 2016 da companhia de dança paulista. Neste primeiro momento, o público poderá ver ou rever três coreografias que integram o repertório do grupo: Cantares, do argentino Oscar Araiz; Abrupto, do brasileiro Alex Soares com outros bailarinos; e Cacti, do sueco Alexander Ekman.

“Este ano, o Balé da Cidade está comemorando 20 anos de turnê europeia, sendo que ela acontece a cada dois anos”, esclarece a diretora artística da companhia, Iracity Cardoso. “A desse ano foi maravilhosa, passamos pela Espanha, Alemanha e Suíça, com teatros lotados e uma acolhida fantástica do público”, conta. No giro pela Europa, apresentaram Antiche Danze, de Mauro Bigonzetti; Adastra, de Cayetano Soto; O Balcão de Amor, de Itzik Galili; e Bandoneón, de Luís Arrieta.

'Abrupto'. Coreografia assinada pelo bailarino Alex Soares
'Abrupto'. Coreografia assinada pelo bailarino Alex Soares

“Aqui no Municipal, vamos mostrar trabalhos de nosso repertório, que sempre são pedidos pelo público”, diz Iracity. Os bailarinos vão apresentar as coreografias Cantares, de Oscar Raiz e música de Maurice Ravel, Abrupto, criado por Alex Soares, e Cacti, de Alexander Ekman, com músicas de Haydn, Beethoven e Schubert.

Complementando as apresentações estarão os 111 músicos da Orquestra Sinfônica Municipal e também pelo Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, que é formado por Betina Stegmann (violino), Nelson Rios (violino), Marcelo Jaffé (viola) e Robert Suetholz (violoncelo).

“É excepcional ter uma apresentação com música ao vivo, poder contar com uma orquestra sinfônica tocando ao vivo durante a apresentação, e uma energia muito boa a relação da orquestra com o balé”, enfatiza a diretora. Após esse período fora do País, o grupo volta para sua casa. “É fascinante poder se apresentar no Municipal, por mais que agente tenha se apresentado em teatros magníficos, tradicionais, mas o Teatro Municipal é nossa casa. Ali, somos uma família, desde bailarinos até corpo técnico. É a nossa casa”, diz Iracity sobre o que significa dançar no Municipal.

A partir de junho, o Balé da Cidade começa nova série de apresentações: primeiro será em parceria com a Orquestra Experimental de Repertório sob o comando do maestro Carlos Moreno, depois terá Adastra, de Cayetano Soto, e uma nova obra do coreógrafo português André Mesquita, além da reprise de O Balcão do Amor, de Itzik Galili, música de Perez Prado. Em setembro, o grupo apresentará um obra criada por Stefano Poda e, em novembro, mostrará versão contemporânea de O Quebra-Nozes, criada pelo bailarino Alex Soares.

Fora a temporada no Municipal, o grupo tem ainda, na Galeria Olido, o projeto Dançographismus, um workshop que permite aos bailarinos serem coreógrafos, iluminadores, professores, que é gratuito e aberto ao público.

BALÉ DA CIDADE DE S.PAULO 

Teatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, tel. 3397-0327. 4ª a sáb., às 20h; dom., às 17h. R$ 25/ R$ 90. 

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