Juliana Alabarse
Juliana Alabarse

ArCênico: Nathalia Timberg vive Chopin

Texto traz recortes da vida do compositor polonês entremeados na sua música e nas frases, cartas e poemas de Musset, Liszt, Baudelaire, Gérard de Nerval e Saint-Pol-Roux

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2017 | 02h00

Nathalia Timberg escolheu Chopin para voltar aos palcos este ano. O fato, por si, já seria muito bom. Atriz do Teatro Brasileiro de Comédia, onde ingressou há 60 anos, não se deu por satisfeita. Juntaram-se a ela para a montagem de Chopin ou o tormento do ideal o diretor José Possi Neto e a pianista Clara Sverner, que a acompanha no palco.

O texto traz recortes da vida do compositor polonês entremeados na sua música e nas frases, cartas e poemas de Musset, Liszt, Baudelaire, Gérard de Nerval e Saint-Pol-Roux. Mas não perca tempo, a falta de teatro penaliza também uma de nossas grandes damas: são somente três apresentações no Sesc 24 de Maio, de 27 a 29 de outubro.

TODOS AO PORÃO!

Palco charmoso e velho conhecido, o porão do Centro Cultural São Paulo está com a reforma praticamente finalizada e deverá ser entregue em dezembro. Está, agora, na fase de acabamento. Viva!

 

ELA NÃO ME LARGA

É o que pensa diariamente a atriz Ester Laccava (foto) sobre a velha sertaneja que encarna novamente a partir deste sábado, 14, quando volta ao cartaz com o monólogo A Árvore Seca, no anexo da Sala Adoniran Barbosa, do Centro Cultural São Paulo. Nesses seis anos, Ester viveu de tudo: apresentou a peça em teatros para 500 pessoas e para plateias minimalistas, de somente dez humanos, na casa de praia de um amigo. Passou ainda por Portugal e pela Alemanha, sem contar uma apresentação totalmente no escuro no teatro do Sesc Pinheiros por conta da tempestade que danificou a rede elétrica do bairro. Poderia ser pior? Talvez, mas sempre divertido. Imagine um inferninho que atende pelo doce, meigo e sugestivo nome de Show de Bola, em Passa Quatro (MG), com espelhos e barra de pole dance. Imaginou a cena? Sim, lá também. Agora, em São Paulo, fica até 5 de novembro.

CAPELOS TURBINADOS

Em dez dias, uma atriz e um ator usaram suas vivências profissionais como referência em trabalhos acadêmicos e receberam títulos de mestre e doutor da Escola de Comunicação e Artes da USP. A atriz Sabrina Greve fez sua dissertação de mestrado, intitulada O ator do teatro ao cinema: um estudo sobre apropriações, cruzando experiências de pesquisas teatrais e sua transposição ao cinema na Rússia (Konstantin Stanislavski), nos Estados Unidos (Actors Studio, com Elia Kazan e Lee Strasberg) e no Brasil, com Antunes Filho e seu CPT, na montagem de Prêt-à-Porter. Já Ivam Cabral, ator e diretor dos Satyros, levou à banca a experiência como diretor executivo da SP Escola de Teatro na tese de doutorado O Importante É ( Estar Pronto – Da gênese às dimensões políticas, pedagógicas e artísticas do projeto da SP Escola de Teatro. Ambos aprovados com louvor.

3 perguntas para... Denise Weinberg

Se não fosse atriz, seria neurologista

1. O que é ser atriz?

É descansar de mim.

2. Uma peça revelação.

Hoje É Dia de Rock, de José Vicente, no Teatro Ipanema (RJ). Adolescente, vi 20 vezes.  

3. Com qual personagem se parece?

Sonia, de Tio Vânia, Chekhov. Tenho a mesma obstinação pelo trabalho, acredito na simplicidade de vida, e tenho a mesma fé que Sonia no seu monólogo final: “Nós descansaremos”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.