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The Smiths quase voltou em 2008, conta Johnny Marr em livro

Guitarrista afirma que manteve conversas para uma reunião da banda com Morrissey: “Realmente fiquei feliz em voltar a falar com ele”

O Estado de S. Paulo

31 Outubro 2016 | 10h18

O The Smiths quase deu aos fãs da banda finada em 1987 o que eles tanto desejavam: uma reunião. A revelação foi dada por Johnny Marr, guitarrista da banda, na autobiografia Set the Boy Free, que chegará às livrarias do Reino Unido no dia 3 de novembro. 

Em um trecho publicado pelo site do jornal britânico The Guardian, Marr revela que houve uma possibilidade bastante real de reunião do grupo em 2008, quando ele e Morrissey se encontraram para conversar sobre alguns relançamentos do catálogo da banda que lançou sete discos em sua curta trajetória. As conversas, como escreve o guitarrista que na época integrava a banda inglesa The Cribs, não foram adiante, contudo. 

O encontro entre Marr e Morrissey ocorreu em setembro de 2008. Eles foram para tomar um drinque, em Manchester, onde nasceu o Smiths. Era a primeira vez em que as duas metades criativas do Smiths estavam frente a frente em uma década. “Nós conversamos, como sempre fizemos, sobre os discos que amamos, e eventualmente fomos parar ‘no assunto’. Existiam alguns rumores por anos de que os Smiths estava prestes a voltar e eles sempre foram verdadeiros. Nunca fui atrás de nada assim”, escreveu Marr. 

Marr conta que, “subitamente”, nós estávamos falando sobre essa possibilidade. Naquele momento, aquilo parecia que iria funcionar se fosse feito com as intenções corretas. Seria ótimo. E eu ainda poderia trabalhar com o Cribs em nosso álbum e Morrissey lançaria o disco dele.” 

Embora até detalhes da nova formação da banda tenham sido conversados – como um baterista para ocupar a banqueta de Mike Joyce, que havia processado a dupla por participação nos direitos das músicas da banda –, a conversa entre Morrissey e Marr morreu. 

“Continuamos nossa conversa e planejamos nos encontrar de novo. Fui para o México com o Cribs e, de repente, a comunicação acabou”, escreveu o guitarrista. 

Em entrevista ao Guardian para falar sobre o livro, Marr se mostra pouco otimista com relação a um possível retorno. “Eu acho que isso (a reunião da banda) segue o seu próprio curso. Eu não sinto qualquer animosidade por Morrissey – apenas não há a necessidade de voltar. Uma das coisas que temos em comum é que vivemos pelo nosso trabalho.  E ambos estamos muito ocupados fazendo o nosso trabalho agora.” 

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