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The Cranberries faz bis de show de janeiro em São Paulo

Rafael Andrade, do Estadão.com.br

15 Outubro 2010 | 03h 43

Banda irlandesa volta ao Brasil para shows em seis capitais

SÃO PAULO - Dolores O'Riordan parece sentir-se muito à vontade no Brasil. Ela terminou o show desta quinta-feira, 14, em São Paulo, cumprimentando fãs com beijinhos e abraços, no fosso do palco do Credicard Hall, enquanto ainda cantava Dreams, do álbum de estreia do Cranberries, Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We? (1993). A vocalista tentou improvisar uma saída pela porta à esquerda da pista, sem saber que levava para o estacionamento da casa de shows, e provocou um princípio de tumulto logo resolvido pelo cordão de isolamento da segurança, que devolveu a cantora ao palco.

As quase uma hora e meia de show com músicas curtas e sem direito a bocejo causado por solos intermináveis passaram como um piscar de olhos. A banda irlandesa formada ainda por Noel Hogan (guitarra), Mike Hogan (baixo) e Fergal Lawler (bateria) fez a segunda apresentação de uma série de seis, que marca a volta ao Brasil após os shows de janeiro, com casas lotadas. O setlist apresentado em São Paulo foi idêntico ao do Rio, na última terça, 12. Hits que marcaram a carreira do Craberries desde a formação, em 1989, e uma música nova apresentada no bis, Astral. Com o fim da turnê que marca o retorno da banda após o hiato entre 2003 e 2009, o grupo deve voltar ao estúdio para gravar um novo álbum, o sexto de uma carreira que já resultou em 40 milhões de discos vendidos.

Em alusão à capa do último trabalho de inéditas do Cranberries, Wake Up and Smell the Coffee (2001), os fãs que se espremiam na grade da área vip seguravam balões vermelhos. "É bom estar aqui, é muito bom estar de volta", disse O'Riordan entre a música que abriu o show, Analyse, e que veio à seguir, How. Pouco antes ela recebia dos fãs um desenho do próprio rosto feito a lápis. Durante o show, a cantora ganhou ainda uma boneca de pano, uma camiseta, um urso de pelúcia e uma bandeira do Brasil, oportunamente entregue durante a música Salvation, quando O'Riordan apareceu no palco com um adorno de cabeça parecido com um cocar.

O'Riordan vestia um blazer preto tão cheio de brilhos quanto o All Star que calçava, e usava um vestido vermelho justo e de alcinha. Um cinto largo de couro, luvas igualmente pretas que deixavam os dedos à mostra e um colar de pedras grandes completavam o visual da vocalista que, aos 39 anos, parecia ninar a plateia, com os movimentos semi-circulares dos braços, durante baladas como Linger. Mas o Cranberries não é só música para boi dormir: colocou a casa para pular quando tocou Zombie, antes de sair do palco e voltar para o bis. Bis de um show que já era, ele próprio, o bis da apresentação de janeiro. Talvez por isso, tão mais íntimo.

Neste sábado, 16, o Cranberries se apresenta em Florianópolis. A banda ainda tem shows marcados para o dia 19, em Brasília, 22, em Recife, e 23, em Fortaleza.

SETLIST

Analyse

How

Animal Instinct

Dreaming My Dreams

Linger

Ode To My Family

Wanted

Just My Imagination

Desparate Andy

When Ure Gone

Daffodil

Can Be With YoU

Waltzing

Electric Blue

Free to Decide

Salvation

Ridiculous Thoughts

Zombie

BIS

Shattered

Astral

Promises

Dreams