REUTERS/Joshua Roberts
REUTERS/Joshua Roberts

Quincy Jones diz que Michael Jackson roubou algumas canções

Lendário produtor também elogiou Caetano Veloso e Gilberto Gil em nova entrevista: 'eles são os reis!'

O Estado de S. Paulo

08 Fevereiro 2018 | 10h00

Quincy Jones, o lendário produtor musical que esteve por trás de grandes hits de Michael Jackson, disse que o Rei do Pop roubou algumas canções. Na mesma entrevista, Jones elogiou Caetano Veloso e Gilberto Gil ("eles são reis!"), e disse que sua primeira impressão dos Beatles foi a de que eles eram os "piores músicos do mundo".

"Odeio entrar nisto publicamente, mas Michael roubou muitas coisas. Roubou muitas canções", disse Jones na entrevista ao Vulture, o site de cultura da New York Magazine.

"As notas não mentem. Foi tão maquiavélico quanto é possível ser", disse o músico de 84 anos.

O produtor citou especificamente Billie Jean — uma canção assinada por Jones — e da produção de Thriller, o álbum mais vendido de todos os tempos, sugerindo semelhanças com State of Independence, de Donna Sommer, que também foi produzida por ele e lançada meses antes, em 1982.

Jones também disse que Jackson era "ganancioso" e deveria ter dado crédito parcial da autoria de Do not Stop 'Til You Get Enough ao tecladista Greg Phillinganes.

Caetano Veloso e Gilberto Gil

Depois de afirmar que Marlon Brando teve relações sexuais com James Baldwin, Richard Pryor e Marvin Gaye, Jones muda o assunto da entrevista para música brasileira. "Gilberto Gil e Caetano Veloso são os reis! Sabe, eu visito as favelas todo ano. Aqueles filhos da p* têm uma vida difícil. Eles são duros na queda, porém. Você pensa que as nossas coisas nos Estados Unidos são ruins? É pior lá."

Beatles

Na mesma entrevista, Quincy Jones também mencionou sua primeira impressão sobre os Beatles.

"Eles eram os piores músicos do mundo. Os filhos da p* não sabiam tocar. Paul era o pior baixista que eu já tinha ouvido. E Ringo? Nem fale. Eu lembro uma vez que estávamos no estúdio com George Martin, e Ringo tinha levado três horas tentando fazer uma marcação de quatro tempos numa música. Ele não conseguia. Nós dissemos, 'cara, por que você não pega uma cerveja, uns limões, um escondidinho, e faz um intervalo de uma hora e meia e relaxa um pouco'. Então ele foi, e nós chamamos Ronnie Verrell, um baterista de jazz. Ronnie veio e matou em 15 minutos. Ringo volta e diz, 'George, você pode tocar a faixa para mim mais uma vez?' Então George toca e Ringo diz, 'Isso não está soando tão ruim'. Aí eu disse, 'Claro, p*, é porque não é você'. Grande cara, também." / Com AFP

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