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Polícia desmente investigação de homicídio de B.B. King

Filhas afirmam que o pai foi envenenado por seu agente

AFP

27 Maio 2015 | 10h50

A polícia de Las Vegas desmentiu nesta terça-feira, 26, que investigue como homicídio a morte do músico B.B. King, como foi informado por um médico do estado de Nevada.

A unidade de medicina legal do condado de Clark informou na véspera que realizava a autopsia no corpo do rei dos blues, falecido em 14 de maio, aos 89 anos, e que policiais de Las Vegas investigavam a possibilidade de homicídio.

Duas das filhas de King - Karen Williams e Patty King - afirmam que o músico foi envenenado por seu agente, Laverne Toney, segundo o site Eonline.

O médico-legal de Clark, John Fudenberg, admitiu que não recebeu qualquer denúncia formal sobre homicídio, mas disse que realizará "uma profunda investigação" com a colaboração das autoridades.

Mas a polícia de Las Vegas esclareceu nesta terça-feira, 26, que "até que a medicina legal determine se a morte de King ocorreu por causas naturais ou não, não haverá qualquer investigação". O resultado final da autopsia exigirá entre seis e oito semanas.

King, dono da famosa guitarra "Lucille", estava hospitalizado desde o final de abril e teria morrido de desidratação resultante de uma diabetes diagnosticada há 30 anos. Além disso, o músico sofria de hipertensão.

Nascido em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola, King teve de lidar com uma infância semelhante à de milhares de crianças negras: trabalhar como lavrador em grandes plantações de algodão no sul segregacionista.

 

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