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Osesp anuncia temporada 2013

Centenário de obra da 'Sagração da Primavera', de Stravinsky, será o tema da nova temporada da orquestra, orçada em R$ 87 milhões

João Luiz Sampaio - O Estado de S.Paulo,

17 Outubro 2012 | 12h38

Os 100 anos da estreia da Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky, obra-chave da história da música, será o eixo condutor da temporada da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo em 2013. A temporada, anunciada no final da tarde desta terça, 16, terá 33 programas sinfônicos, além da presença de grupos convidados e das séries do Coro da Osesp, de música de câmara e de recitais. Serão 85 os maestros e solistas convidados. O orçamento total da Fundação Osesp para 2013 é de R$ 87 milhões, dos quais R$ 53 milhões referem-se a verbas repassadas pelo governo do Estado.

“A ideia da primavera remete a muitos aspectos, todos eles relevantes”, explica o diretor artístico da orquestra, Artur Nestrovski. “Estamos falando de Stravinski e da importância de sua obra, é claro. Mas, também, em um sentido mais ecológico e poético, de renovação da vida, de renovação da orquestra e de movimentos atuais e marcantes como a Primavera Árabe”, completa.

A referência à Sagração se dará de diferentes maneiras. A Osesp encomendou ao compositor Marlos Nobre uma obra que homenageia a peça, A Sagração da Sagração. Em maio, na data exata do centenário, o professor da USP Jorge de Almeida fará palestra sobre ela e Paulo Álvares e Olga Kopylova interpretarão a versão para dois pianos. “A Sagração mesmo será feita no fim do ano, pois Marin Alsop fez questão de reger a obra e não poderia estar aqui em maio. Mas, nos concertos desta semana, programamos uma peça também escrita em 1913, do autor português Freitas Branco; a Sétima Sinfonia de Beethoven, que é de 1813, e uma peça do brasileiro João Guilherme Ripper, de 2013”, diz Nestrovski.

Nobre e Ripper são dois dos autores que terão obras encomendadas pela Osesp. Além deles, fazem parte da lista Clarice Assad, André Mehmari, Vagner Cunha, Edson Zampronha e Eduardo Guimarães Álvares. A compositora visitante será a russa Lera Auerbach, de quem a Osesp vai estrear Post Silentium, encomenda compartilhada com a Staastskapelle de Dresden. Na lista de estreias, há ainda um Concerto para Violino de Francis Hime. “É uma seleção bastante variada, que aponta em diversas direções estéticas”, explica Nestrovski. O polonês Witold Lutoslawski será o compositor transversal, com obras interpretadas ao longo do ano nas diversas séries da Osesp.

Entre os convidados, a grande novidade é a presença da contralto francesa Nathalie Stutzmann como artista residente. Ela fará quatro programas com a orquestra - e, em um deles, vai reger o Réquiem de Mozart. Outros grandes solistas e maestros estarão na programação: Helene Grimaud, Paul Lewis, Isaac Karabtchevsky, Frank Shipway, Pieter Wispelwey, Fábio Zanon e Daniil Trifonov entre eles. Claudio Cruz, spalla do grupo, vai tirar licença de 12 meses depois de 24 anos na orquestra, para se dedicar à carreira da regente. Além de Emanuelle Baldini, músicos de outras orquestras serão convidados para preencher a vaga ao longo da temporada.

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