Kathy Willens/AP
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Morre aos 70 anos Solomon Burke, o 'rei do rock e do soul'

Autor de clássicos como 'Evedybody Needs Somebody To Love' morreu de causas desconhecidas

EFE/AP

10 Outubro 2010 | 08h44

O músico norte-americano Solomon Burke, conhecido como 'o rei do rock e do soul' e autor de clássicos como "Evedybody Needs Somebody To Love", tema emblemático do filme "The Blue Brothers" de 1980, além de "Cry To Me" o "It Must Be Love", morreu neste sábado, 10, aos 70 anos no aeroporto de Schipol, em Amsterdã, segundo informou a imprensa holandesa. Burke ganhou o Grammy por duas vezes e fazia parte do Rock and Roll Hall of Fame.

 

Nascido em 21 de março de 1940, na Filadélfia (EUA), Burke morreu de causas desconhecidas na chegada de um voo procedente de Los Angeles à capital holandesa, onde faria um show na próxima terça-feira juntamente com a banda holandesa de rock De Dijk, conforme divulgou a agência ANP.

 

Burke é considerado um dos padrinhos do soul ao lado de Ray Charles e Sam Cooke nos anos 50, época em que esses artistas transgrediram as regras que separavam o gospel do R&B. Aclamado por críticos e amantes da música, Burke nunca obteve o mesmo nível de fama de astros do soul como James Brown ou Marvin Gaye. Alguns dos primeiros sucessos que o consagraram foram "Got To Get You Off My Mind" e "Just Out Of Reach (Of My Two Empty Arms)".

 

 

 

 

Burke, que passou a ser conhecido por muitos como o rei do "rock e do soul", depois da canção "Tonight The Night", escreveu em 1964 "Everybody Needs Somebody to Love", outro de seus grandes clássicos dançantes que foi cantado pelos Rolling Stones, Wilson Pickett e The Blues Brothers, entre outros.

 

Após numerosos sucessos internacionais, entre eles "I Have a Dream", que compôs em homenagem a Martin Luther King, em 2002, lançou "Don't Give Up On Me", um disco com o qual ganhou um Grammy, além de contar com artistas como Bob Dylan, Elvis Costelo, Van Morrison, Brian Wilson, Tom Waits e Nick Lowe.

 

Burke deixa um legado musical de 35 álbuns e mais de 17 milhões de discos vendidos. Um de seus maiores fãs foi o papa João Paulo II, que o convidou a cantar várias vezes no Vaticano.

 

"A única coisa que não sei é em que nota chorei quando vim a este mundo", costumava dizer Burke, que também foi líder de uma igreja norte-americana em paralelo à sua carreira artística.

 

Burke tinha 21 filhos, 90 netos e 19 bisnetos, segundo sua biografia oficial em sua página na web.

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