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Maestro coreano Myung-Whun Chung grava seu primeiro CD

João Marcos Coelho - Especial para O Estado de S.Paulo

17 Junho 2014 | 14h 49

Aos 61 anos, regente coreano lança trabalho como pianista, e o resultado surpreende

Um maestro mundialmente reconhecido tocando piano – e num repertório dos mais conhecidos, cheio de peças curtas e/ou presentes no imaginário mesmo de quem não curte música clássica. Esta é a surpresa que o coreano Myung-Whun Chung preparou para sua primeira gravação de piano solo aos 61 anos. A estreia acontece na ECM de Munique (download em iTunes por US$ 10,99). Até agora, ele só havia gravado música de câmara na condição de pianista – e como regente era contratado da Deutsche Grammophon.

Em texto no folheto do CD, gravado ano passado no Teatro La Fenice, em Veneza, Chung diz que “esta gravação é um presente para jovens ouvintes, e também um agradecimento pessoal aos que compartilham comigo o amor por estas músicas”. Simultaneamente, foi há pouco nomeado embaixador da Unicef.

O CD traz apenas seu nome e indica o instrumento. Na verdade, poucos sabem que o reputado maestro nascido 53 anos atrás em Seul, capital da Coreia do Sul, estudou com a badalada professora Maria Curcio, aluna de Arthur Schnabel, e foi segundo prêmio no badaladíssimo Concurso Tchaikovsky em 1974.

Não é fácil enfrentar curtos hits que fizeram e fazem a glória dos pianistas. E não seria errado afirmar que ele nada fica a dever às performances dos grandes pianistas com os quais você se acostumou a ouvir peças como Clair de Lune, da suíte Bergamasque de Debussy, ou Träumerei de Schumann. Sim, está lá também Für Elise, de Beethoven. Mas, só para mostrar que estes não são seus limites como pianista, constrói ótimas leituras de dois noturnos de Chopin. E está perfeito nas variações sobre “Ah! Vou dirais-je, Maman”, de Mozart.

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