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Serjão Carvalho| Estadão

Lollapalooza 2016: Psicodelia em dose cavalar apresenta Tame Impala para o grande público

Banda vem quase anualmente ao Brasil, mas nunca havia se apresentado para um grupo tão grande

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Pedro Antunes ,
O Estado de S. Paulo

12 Março 2016 | 20h18

O Tame Impala não é um novato no Brasil. Pelo contrário. A banda liderada e criada por Kevin Parker vem ao Brasil quase anualmente. Nunca, contudo, enfrentou um público dessa magnitude. Foram jogadas no palco principal, o Skol Stage, em um horário nobre, ao anoitecer, diante de uma massa considerável. E corresponderam à altura. Com louvor. 

E uma dose de cavalar de psicodelia. O sub-gênero roqueiro foi apresentado ao festival pela trupe australiana. Foram poucas as bandas que flertavam com o som alucinógeno - e nenhuma o fez tão bem. Na crista da onda do hype desde o disco de estreia, lançado há poucos anos, já na década de 2010, o grupo só mergulhou mais no estilo próprio. Depois de distorcer guitarras e colocá-las em looping, Parker acrescentou a disco Music e R&B no molho. O resultado disso foi Currents, terceiro é mais aclamado álbum. Responsável por catapultá-los a um lugar mais privilegiado em um festival de massa como esse. 

Parker não faz o tipo falante, o band leader do espetáculo. A ventania faz com que os cabelos cubram seu rosto. Enquanto ele não faz muita questão de tirá-los do meio do caminho. Let It Happen, faixa de abertura de Currents, também foi escolhida para o pontapé do espetáculo. Um cartão de visitas e tanto, com direito a chuva de papel e tudo. 

Curioso como as canções dos dois primeiros discos, Innerspeakers e Lonerism, de 2010 e 2012, não tem tanto apelo quanto o álbum mais recente. E ao se aventurava pelo material antigo Parker perdia a atenção. Mas quando Currents entrou de novo no jogo, como em Eventually e New Person, Old Mistakes, esta última recentemente gravada pela Rihanna, o Tame Impala se garante como poucos. 

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