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Serjão Carvalho|Estadão

Lollapalooza 2016: Planet Hemp faz show político e encerra o palco Axe

Há 15 anos sem lançar disco de inéditas, banda investe na memória afetiva e mostra clássicos

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Renato Vieira,
O Estado de S. Paulo

13 Março 2016 | 22h28

Por enquanto, o Planet Hemp não tem nada de novo a dizer. Afinal, os “maconheiros mais famosos do Brasil”, como disse Marcelo D2, estão há 15 anos sem lançar álbum de inéditas. Efeito dos caminhos solos de D2 e BNegão.

Então, o jeito foi pegar pela memória afetiva (e por um discurso ainda válido) quem viu o show que encerrou a programação do palco Axe desta edição do Lollapalooza. Boa parte dos que estavam lá nem era nascida quando o hoje clássico álbum Usuário (1995) foi lançado. 

Foi um bom show, mas nada que impressionasse quem acompanhou os cariocas por outros carnavais. Porém, há a atualidade de parte do repertório. A música Zerovinteum, por exemplo, completa 20 anos em 2017, e as questões de segurança do Rio de Janeiro, a “cidade-desespero”, são as mesmas. 

Futuro do País foi cantada por D2 após exclamar, em referência às manifestações que tomaram conta do Brasil neste domingo: “Que dia para o País. A luta pelo poder. Esquerda e direita. Quem vai tomar mais nosso dinheiro?”. BNegão também falou dos “estudantes e professores que levam porrada da polícia”. 

Pouco antes disso, João Gordo, que fez aniversário neste domingo, dia 13, cantou músicas do Ratos de Porão. Como não poderia deixar de ser, músicas sobre maconha são a base da apresentação. Queimando Tudo, Não Compre, Plante e Quem Tem Seda foram relembradas.

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